Estudo da OMS revela que aspartame, usado em adoçantes, pode causar câncer

Estudo da OMS revela que aspartame, usado em adoçantes, pode causar câncer

Um novo relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, indica que o adoçante aspartame pode ter uma possível ligação com o câncer. O produto é usado em refrigerantes dietéticos, sorvetes e até mesmo em alguns medicamentos.

Neste artigo
  1. Refrigerantes 
  2. Uso moderado 
  3. Classificação do composto como sendo possivelmente cancerígeno 

A agência destaca que após as avaliações feitas ao adoçante comum, evidências nesse sentido não foram convincentes e a substância ainda poderia ser consumida com segurança em quantidades razoavelmente altas.

Refrigerantes 

O limite aceitável de ingestão diária do aspartame é de 40 miligramas por quilo de peso corporal. A OMS explica que um adulto pesando 70 quilos precisaria tomar mais de nove e até 14 latas de refrigerante diet por dia para que pudesse excedê-lo.

O aspartame pode ser encontrado em algumas pastilhas e sobremesas sem açúcar e com baixa calorias
OMS/Christopher Black

 

Esse seria o total suposto a ingerir no caso de um consumidor que não estaria recebendo aspartame de outros alimentos ou bebidas. Uma lata de refrigerante diet normalmente contém entre 200 e 300 miligramas do adoçante.

O composto pode ser encontrado em algumas pastilhas e sobremesas sem açúcar e com baixa calorias.

Os especialistas enfatizaram que com este anúncio não estavam aconselhando as empresas a retirar seus produtos ou indicando que as pessoas evitem completamente o aspartame.

Uso moderado 

De acordo com o diretor do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS, Francesco Branca, o propósito era simplesmente aconselhar o consumo com um pouco de moderação.

A Análise envolveu a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, Iarc,  que identifica agentes causadores da doença.

O Comitê Misto de Especialistas da Organização da Nações Unidas para Agricultura e alimentação, FAO, e OMS em Aditivos Alimentares examina o potencial risco destas substâncias para os consumidores.

Classificação do composto como sendo possivelmente cancerígeno 

Em 2019, um painel consultivo destacou o aspartame como tendo “alta prioridade” para revisão.

O Iarc explicou que a classificação do composto como sendo possivelmente cancerígeno revela haver alguma evidência de que a substância pode causar câncer em humanos que está, no entretanto, longe de ser conclusiva.

A chefe interina do programa de monografias da Iarc, Mary Schubauer-Berigan, explicou que a exposição a um cancerígeno não significa que uma pessoa terá a doença.

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