Casa Arari abre exposição com cinco artistas em Belém

Casa Arari abre exposição com cinco artistas em Belém
Foto: Divulgação

A Casa Arari inicia sua programação expositiva nesta quinta-feira, 1º de outubro, com a abertura de “Depois que tudo foi dito”, em Belém. A exposição reúne cinco artistas paraenses e apresenta 16 obras entre pinturas, esculturas, objetos e um mural inédito. A abertura será realizada às 19h, na sede do espaço, localizada na Travessa 14 de Março, 1154, no bairro do Umarizal.

Neste artigo
  1. Coletiva reúne diferentes linguagens
  2. Obras de Petchó abordam racismo
  3. Casa Arari estreia como espaço cultural

A mostra permanece em cartaz até 31 de outubro e marca a primeira exposição promovida pela Casa Arari. Participam da coletiva Marinaldo Santos, Petchó Silveira, Itatiane Moraes, Beatriz Paiva e And Santtos. A curadoria é assinada por Ney Ferraz Paiva, que organiza os trabalhos a partir de diferentes formas de ressignificação de materiais e elementos artísticos.

Criada como um espaço cultural voltado à produção do Pará, a Casa Arari amplia sua atuação com uma programação dedicada às artes visuais. A proposta combina a circulação de obras de artistas do estado com a ocupação de um ambiente que também se apresenta como ponto de encontro para a produção cultural paraense.

Coletiva reúne diferentes linguagens

“Depois que tudo foi dito” reúne trabalhos realizados em linguagens variadas. As pinturas, esculturas e objetos dividem o espaço com um mural, que será inaugurado durante o período da exposição. A presença dessas diferentes modalidades coloca lado a lado procedimentos, materiais e referências distintos, mantendo como eixo a transformação de elementos artísticos.

A escolha do conjunto estabelece um diálogo entre obras de cinco trajetórias. Marinaldo Santos, Itatiane Moraes, Beatriz Paiva e And Santtos integram a mostra ao lado de Petchó Silveira, que participa com seis trabalhos. A quantidade de obras de Petchó representa uma parcela significativa da exposição e evidencia a presença de sua pesquisa dentro da coletiva.

O mural inédito também faz parte da experiência de abertura da Casa Arari como espaço expositivo. A obra será inaugurada durante a mostra, contribuindo para que a programação não se limite à apresentação de trabalhos já reunidos, mas inclua uma produção que passa a integrar o percurso da exposição.

Obras de Petchó abordam racismo

As seis obras de Petchó Silveira tratam do racismo e da discriminação enfrentados pela população preta e periférica. A produção do artista visual utiliza a arte como meio de posicionamento e de visibilidade para essas comunidades, aproximando a dimensão estética de questões sociais presentes em sua pesquisa.

“Meu trabalho vai ser sempre minha arma para falar e dar visibilidade ao povo preto”, afirma Petchó Silveira. A declaração sintetiza o papel atribuído por ele à produção artística e situa seus trabalhos dentro de uma prática que busca tratar de experiências, desigualdades e formas de representação da população preta e periférica.

Na exposição, essa abordagem aparece ao lado de obras que exploram a ressignificação de materiais e elementos artísticos. O resultado é uma coletiva que articula temas sociais e experimentações formais, sem restringir a mostra a uma única técnica ou suporte. A pintura, a escultura, os objetos e o mural participam de um mesmo conjunto, mas preservam as particularidades de cada artista.

Casa Arari estreia como espaço cultural

A realização da exposição inaugura uma nova frente de atuação da Casa Arari. Segundo reportagem de O Liberal, o espaço foi criado com a proposta de se dedicar à produção cultural do Pará. A sócia-administradora Renata Mendes reforça que a iniciativa não se limita à atividade comercial: “Não se trata apenas de uma livraria, mas de um espaço cultural voltado à propagação da cultura produzida no Pará.”

Com “Depois que tudo foi dito”, essa proposta passa a ser apresentada também por meio de uma programação de artes visuais. A primeira exposição reúne nomes paraenses em uma mesma ocupação e abre espaço para obras que partem de materiais, objetos e linguagens diversas. A curadoria de Ney Ferraz Paiva orienta esse encontro entre produções que trabalham com diferentes referências e modos de criação.

A estreia ainda estabelece a Casa Arari como um novo endereço para exposições no Umarizal. A abertura, marcada para 1º de outubro, coloca o espaço em contato direto com artistas, público e produção visual do Pará. Até o fim do mês, a mostra mantém em evidência o conjunto de 16 obras e o mural inaugurado durante a programação.

A exposição “Depois que tudo foi dito” abre em 1º de outubro, às 19h, e fica em cartaz até 31 de outubro na Casa Arari, na Travessa 14 de Março, 1154, Umarizal, em Belém.

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