Calor e El Niño reforçam alerta para prevenção da dengue em Belém

Calor e El Niño reforçam alerta para prevenção da dengue em Belém

As altas temperaturas e as mudanças nos padrões de chuva colocam a prevenção da dengue novamente em evidência em Belém. Entre janeiro e setembro de 2026, a capital paraense registrou 2.765 notificações da doença, das quais 1.261 foram confirmadas. O cenário reforça a importância de eliminar criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya, e manter os cuidados preventivos dentro e fora de casa.

Neste artigo
  1. Calor aumenta a necessidade de vigilância
  2. Casos confirmados reforçam ações de controle
  3. Estações disseminadoras ajudam no combate ao mosquito
  4. Como prevenir a dengue em casa

O fenômeno El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, pode influenciar as condições climáticas em diferentes regiões. Embora não seja possível atribuir diretamente os casos de dengue em Belém ao fenômeno sem dados específicos, a combinação de calor e água acumulada merece atenção, pois pode favorecer a reprodução do mosquito.

Calor aumenta a necessidade de vigilância

As temperaturas elevadas podem acelerar o desenvolvimento do Aedes aegypti. Quando encontra recipientes com água parada, o mosquito dispõe de condições favoráveis para se reproduzir. Por isso, a prevenção não deve depender apenas da ocorrência de chuvas ou de alertas das autoridades de saúde.

Quintais, vasos de plantas, calhas, caixas-d’água, ralos e recipientes esquecidos em áreas externas precisam ser verificados regularmente. Pequenos acúmulos de água podem se transformar em criadouros, inclusive em objetos que passam despercebidos na rotina doméstica.

Assista em vídeo

Casos confirmados reforçam ações de controle

Agentes de Combate às Endemias mostram uma Estação Disseminadora de Larvicida (EDL), estratégia que auxilia no controle da proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Os números municipais mostram que a vigilância precisa continuar. Em 2025, Belém registrou 2.771 notificações de dengue e 950 confirmações. De janeiro a setembro de 2026, foram contabilizadas 2.765 notificações e 1.261 confirmações. Como os períodos e os dados epidemiológicos precisam ser considerados em seu contexto, os registros reforçam a necessidade de acompanhamento contínuo e não permitem, isoladamente, explicar as causas da variação.

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém mantém ações de prevenção e controle por meio do Programa Municipal de Controle da Dengue. O trabalho inclui visitas domiciliares realizadas por Agentes de Combate às Endemias, identificação e eliminação de criadouros, atividades educativas e bloqueios de transmissão viral, conforme a avaliação epidemiológica e os protocolos vigentes.

O planejamento considera levantamentos dos índices de infestação pelo Aedes aegypti e o monitoramento por ovitrampas, dispositivos utilizados para identificar a presença de ovos do mosquito. Essas ferramentas ajudam a reconhecer áreas prioritárias e direcionar as estratégias de controle.

Estações disseminadoras ajudam no combate ao mosquito

Shirley frisa como o calor e a água parada favorecem a proliferação do Aedes aegypti e reforça os cuidados necessários para prevenir a dengue em Belém.

Entre os recursos empregados pela equipe de saúde estão as Estações Disseminadoras de Larvicida, conhecidas como EDLs. Os dispositivos utilizam o próprio comportamento do mosquito para disseminar o larvicida em outros locais de reprodução, contribuindo para impedir o desenvolvimento das larvas.

A instalação é realizada por agentes de combate às endemias em áreas consideradas prioritárias. A tecnologia funciona como complemento às ações de vigilância e aos cuidados da população, mas não substitui a eliminação de recipientes com água parada nem a manutenção dos ambientes.

Como prevenir a dengue em casa

A prevenção começa com atitudes simples, repetidas ao longo da semana. Caixas-d’água e reservatórios devem permanecer bem vedados, enquanto calhas, ralos e bandejas de aparelhos precisam ser inspecionados. Vasos de plantas e recipientes usados por animais também merecem atenção. Já o lixo e o entulho devem ser destinados corretamente, evitando locais que acumulem água.

Outra medida importante é permitir a entrada de agentes de combate às endemias devidamente identificados para a realização das inspeções e orientações. A colaboração dos moradores facilita a identificação de possíveis focos e amplia o alcance das ações preventivas.

A vacinação também integra as estratégias de proteção contra a dengue. O imunizante está disponível em pontos de atendimento da capital, conforme os critérios estabelecidos para a vacinação. A população pode buscar informações atualizadas na rede municipal de saúde sobre os locais de aplicação e os públicos contemplados.

Nos dias mais quentes, a recomendação inclui beber água regularmente, usar roupas leves, procurar ambientes frescos e evitar exposição prolongada ao sol nos horários de maior intensidade. Esses cuidados ajudam a reduzir o risco de desidratação e outros problemas relacionados ao calor.

O enfrentamento da dengue depende da atuação conjunta do poder público e da população. Com a inspeção frequente dos ambientes, a eliminação de criadouros e a continuidade das ações de vigilância, Belém pode reduzir as condições favoráveis à proliferação do mosquito e fortalecer a proteção da saúde coletiva.

Crédito: Ascom Sesma

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