Calendário Nacional de Vacinação 2026: vacinas por idade e onde tomar

Calendário Nacional de Vacinação 2026: vacinas por idade e onde tomar
Cristine Rochol / PMPA (Agência Porto Alegre), uso livre com atribuição, via Wikimedia Commons

O Calendário Nacional de Vacinação 2026, do Ministério da Saúde, reúne as vacinas gratuitas do SUS para gestantes, bebês, crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos. A vacinação de rotina está disponível o ano todo nas unidades de saúde.

Neste artigo
  1. Por que manter o cartão de vacinas em dia
  2. Vacinas por idade na infância e na adolescência
  3. Vacinas para gestantes, jovens, adultos e idosos
  4. Onde tomar, o que levar e como conferir as doses
  5. Sarampo e poliomielite: o que dizem as fontes oficiais
  6. Perguntas frequentes
  7. O que fazer a seguir

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026, voltada a crianças e adolescentes menores de 15 anos, foi marcada de 3 de agosto a 1º de setembro, com Dia D nacional em 22 de agosto, segundo o Ministério da Saúde. Passada a mobilização, atualizar a caderneta exige procurar a unidade de saúde mais próxima.

Por que manter o cartão de vacinas em dia

Segundo o Ministério da Saúde, as vacinas reduzem a circulação de doenças e protegem tanto quem as recebe quanto as pessoas que não podem ser vacinadas por orientação médica. O órgão afirma que todas as vacinas do SUS são seguras e eficazes.

Vacinas por idade na infância e na adolescência

O Calendário Nacional destaca que vacinar nos primeiros 1.000 dias de vida é essencial para proteger a criança contra doenças graves. A tabela resume as indicações do Ministério.

IdadeVacinas indicadas
Ao nascerHepatite B e BCG
2 mesesPenta, poliomielite inativada (VIP), rotavírus e pneumocócica 20-valente (1ª dose)
3 mesesMeningocócica C (1ª dose)
4 mesesPenta, VIP, rotavírus e pneumocócica (2ª dose)
5 mesesMeningocócica C (2ª dose)
6 mesesPenta e VIP (3ª dose), influenza e covid-19 (1ª dose)
7 e 9 mesesCovid-19 (2ª e 3ª doses); aos 9 meses, também febre amarela
12 mesesPneumocócica 20-valente (reforço), meningocócica ACWY e tríplice viral (1ª dose)
15 mesesDTP e VIP (reforços), tríplice viral (2ª dose), varicela (1ª dose) e hepatite A
4 anosDTP e VIP (2º reforço), varicela (2ª dose) e febre amarela (reforço)
9 e 10 anosHPV aos 9; dengue aos 10 (2 doses, com intervalo de 3 meses)
11 e 14 anosMeningocócica ACWY aos 11; dT (reforço) aos 14

O Ministério alerta para prazos: a primeira dose contra rotavírus deve ser aplicada entre 1 mês e 15 dias e 11 meses e 29 dias de vida. Perdido esse prazo, a criança perde a oportunidade da segunda dose. Em caso de atraso, HPV, dengue e meningocócica ACWY podem ser aplicadas até os 14 anos, 11 meses e 29 dias.

Vacinas para gestantes, jovens, adultos e idosos

Segundo o Calendário Nacional, a vacinação continua depois da infância, sempre conforme o histórico vacinal:

  • Gestantes: hepatite B, dT, influenza e covid-19; dTpa a partir da 20ª semana e vacina contra o VSR a partir da 28ª semana.
  • Jovens, de 10 a 24 anos: HPV, hepatite B, febre amarela, tríplice viral (2 doses) e dT.
  • Adultos, de 25 a 59 anos: hepatite B, dT, febre amarela e tríplice viral (2 doses até os 29 anos; 1 dose de 30 a 59).
  • Idosos, a partir de 60 anos: hepatite B, dT, influenza anual e covid-19 semestral.

Quem tem condição clínica especial deve procurar os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), orienta o Ministério.

Onde tomar, o que levar e como conferir as doses

A vacinação do SUS é gratuita e oferecida nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais pontos de vacinação do país. Datas e horários variam por município, e a secretaria municipal de saúde informa a rotina local.

Leve o cartão de vacinas ou a caderneta, se tiver. O Ministério esclarece que a ausência do cartão não impede a aplicação das vacinas indicadas, e que, em caso de perda, é possível pedir uma nova via.

O cartão registra cada dose recebida e pode ser obtido na versão digital pelo Meu SUS Digital, segundo o Ministério. Para crianças, a Caderneta Digital, disponível pelo celular, permite monitorar se as vacinas estão em dia e receber alertas da próxima dose. Se alguma dose ficou para trás, procure a UBS: as doses já recebidas são consideradas.

Sarampo e poliomielite: o que dizem as fontes oficiais

O Ministério informa que uma pessoa com sarampo pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. Na rotina, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos têm indicação da vacina. Em 1º de outubro de 2026, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou 40 casos no estado neste ano, dos quais 30 envolveram pessoas sem histórico vacinal ou com esquema incompleto.

Sobre a poliomielite, o Ministério afirma que não há circulação de poliovírus selvagem no Brasil desde 1990, mas que a cobertura vacinal está abaixo da meta de 95% desde 2016. Desde 4 de novembro de 2024, o esquema usa apenas a vacina inativada (VIP): três doses aos 2, 4 e 6 meses e reforço aos 15 meses.

Perguntas frequentes

A campanha de multivacinação ainda está aberta?

A mobilização nacional foi marcada de 3 de agosto a 1º de setembro. A vacinação de rotina, porém, é oferecida durante todo o ano. Ações locais variam por município.

Perdi o cartão de vacinas. Posso me vacinar?

Sim. Segundo o Ministério da Saúde, a falta do cartão não impede a aplicação das vacinas indicadas, e a unidade de saúde pode emitir nova via.

As vacinas do SUS são seguras?

O Ministério afirma que sim: todas são seguras e eficazes. A tríplice viral, por exemplo, é contraindicada na gestação, e gestantes não vacinadas recebem a dose no puerpério. Dúvidas sobre o seu caso devem ser tiradas com a equipe da UBS.

Meu filho atrasou uma dose. O que fazer?

Leve o cartão à UBS. De acordo com o Ministério, as doses já recebidas são consideradas, e a equipe atualiza o esquema.

O que fazer a seguir

Separe o cartão de vacinas ou abra a versão digital e compare as doses registradas com o Calendário Nacional. Havendo dose pendente ou dúvida, procure a UBS mais próxima.

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