
A Prefeitura de Belém apresentou estratégias para a COP-30, incluindo a realização de uma Conferência Municipal do Clima e a criação do Plano Municipal de Mudanças Climáticas. Essas propostas foram discutidas no seminário internacional “Entre o global e o local: experiências de construção e territorialização de políticas e sistemas de cuidados na América Latina e no Caribe”. Marinor Brito, secretária-executiva do Fórum Municipal sobre Mudanças Climáticas, participou do painel “O caminho até a COP-30: investir em cuidados é investir em sustentabilidade ambiental”.
Marinor destacou o trabalho realizado em Belém através do Fórum Municipal de Mudanças Climáticas, com a participação ativa de diversos segmentos da sociedade, incluindo mulheres ribeirinhas, indígenas, quilombolas, servidoras públicas e empresárias. Ela ressaltou a necessidade de tornar a cidade resiliente.
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Belém tem se destacado como pioneira em políticas climáticas. Marinor citou várias ações, como a encomenda de um inventário com recursos da União Europeia, a identificação dos agentes responsáveis pela emissão de gases do efeito estufa, e a discussão para a realização de uma Conferência Municipal. O objetivo é consolidar um projeto democrático com a participação de toda a diversidade da população belenense, preparando a cidade para a COP e aproveitando a oportunidade para deixar um legado para a população com políticas transversais.
Marinor convidou os participantes do evento para a COP-30, que acontecerá em Belém em 2025. Ela enfatizou a importância de uma COP que represente os interesses dos amazônidas, e não apenas os do capital. Ela encorajou todos a se “amazonizarem”.
O painel contou com a participação de Carla Kraft, especialista em Desenvolvimento Sustentável da ONU Mulheres; Selma Dealdina, da Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos; Angélica Ponce Chambi, diretora-executiva da Autoridade Plurinacional da Madre Tierra de Bolívia; e María Elena Valenzuela, consultora especialista da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A mediação foi feita por Ana Carolina Querino, representante interina da ONU Mulheres Brasil.
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