
Arte Pará 2026 reúne 25 artistas e homenageia Carmen Sousa no Museu do Estado
Neste artigo
Mostra chega à 42ª edição com curadoria de Keyla Sobral, diferentes linguagens visuais e uma sala exclusiva dedicada à trajetória da artista homenageada.
O Arte Pará 2026 abre suas portas no dia 5 de novembro, no Museu do Estado do Pará, na Cidade Velha, em Belém. Em sua 42ª edição, o salão reúne obras de 25 artistas e presta homenagem a Carmen Sousa, que terá uma sala exclusiva dentro da exposição.
Circuito Norte em Dança leva mil bailarinos ao Hangar
Coral estreia no Bendito Encontro com seis atrações e abre oficialmente o Círio de Nazaré 2026 em Belém
Tramontina transforma símbolos do Círio 2026 em seis peças de porcelana criadas por artista paraense
A mostra tem curadoria da artista visual Keyla Sobral e apresenta um recorte diversificado da produção contemporânea, reunindo nomes em início de trajetória, artistas com décadas de carreira e criadores que nasceram fora do Pará, mas desenvolveram em Belém parte importante de suas pesquisas.
Fotografia, desenho, vídeo e colagem digital estão entre as linguagens presentes. Os trabalhos passam por temas como memória, cotidiano, família, identidade e pertencimento, construindo um panorama que aproxima experiências pessoais de questões coletivas.
Carmen Sousa ganha espaço exclusivo
A homenagem a Carmen Sousa ocupa um ambiente próprio dentro da exposição.
A escolha permite que o visitante observe sua produção de forma mais ampla, compreendendo diferentes momentos de sua trajetória antes de seguir para as obras dos artistas selecionados nesta edição.
O formato cria um diálogo entre gerações. De um lado, uma artista que construiu uma presença importante na cena visual de Belém. Do outro, nomes que hoje ampliam suas pesquisas e começam a ocupar novos espaços dentro do circuito artístico.
Essa relação entre memória e renovação ajuda a definir o perfil do Arte Pará 2026, que chega aos 42 anos mantendo o olhar voltado tanto para trajetórias consolidadas quanto para produções emergentes.
Diferentes gerações ocupam a mostra
Entre os artistas selecionados está Bruno Cantuária, nascido em Belém, que participa do salão pela terceira vez.
Com cerca de 20 anos de carreira, o artista desenvolve trabalhos em fotografia, desenho e vídeo, explorando aspectos ligados à própria experiência e à relação entre imagem e identidade.
Outro nome da edição é Diego Azevedo, também de Belém. Aos 37 anos, ele desenvolve uma produção voltada para temas relacionados à infância, família, memória e matriarcado.
A pesquisa parte de experiências do cotidiano e de relações sociais próximas para construir trabalhos que discutem pertencimento e identidade.
Ana Mendes também integra a seleção. Nascida em Porto Alegre e radicada em Belém, a artista chega ao Arte Pará pela primeira vez.
Antes de aprofundar sua pesquisa nas artes visuais, trabalhou como documentarista e fotojornalista. Atualmente, desenvolve estudos acadêmicos na área e apresenta uma colagem digital que reúne fotografias próprias e imagens retiradas de jornais antigos do Pará.
Exposição revela diferentes olhares sobre Belém
Um dos principais pontos de encontro entre os trabalhos selecionados é a experiência vivida.
Algumas obras partem de arquivos históricos e imagens antigas. Outras se aproximam de memórias familiares, situações cotidianas e relações pessoais.
Há também trabalhos em que o próprio corpo, a imagem e a trajetória do artista se tornam matéria para a criação.
Essa diversidade ajuda o salão a funcionar como um retrato da produção artística atual, reunindo em um único espaço pesquisas que mostram diferentes formas de olhar para Belém, para o Pará e para as transformações da vida contemporânea.
Para quem já acompanha a cena artística local, a mostra oferece uma oportunidade de perceber novos caminhos e linguagens. Para quem está começando a se aproximar das artes visuais, o Arte Pará funciona como uma porta de entrada para conhecer artistas de diferentes gerações.
Museu do Estado integra experiência cultural
A exposição será realizada no Museu do Estado do Pará, instalado no Palácio Lauro Sodré, na Praça Dom Pedro II.
Localizado no coração da Cidade Velha, o espaço está cercado por importantes referências históricas e culturais da capital paraense.
A localização permite que a visita ao Arte Pará seja integrada a um passeio pelo centro histórico, com acesso próximo a espaços como Ver-o-Peso, Casa das Onze Janelas e outros pontos turísticos da região.
Arte Pará mantém tradição no calendário cultural
Realizado anualmente em Belém, o Arte Pará se consolidou como um dos principais salões de artes visuais do estado.
A edição de 2026 reforça esse papel ao reunir 25 artistas, valorizar trajetórias consolidadas e abrir espaço para novas pesquisas.
Com patrocínio viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a mostra conta com apoio da Phebo e da Vale.
A abertura em novembro também prolonga a intensa movimentação cultural de Belém após o período do Círio, mantendo a cidade conectada a uma agenda de exposições, arte e patrimônio.
Serviço
Arte Pará 2026, 42ª edição. Abertura em 5 de novembro, no Museu do Estado do Pará, Praça Dom Pedro II, Cidade Velha, Belém. Obras de 25 artistas, curadoria de Keyla Sobral e sala dedicada à homenageada Carmen Sousa.
Veja mais programação cultural na agenda do Pará+.
Mais Lidas
- Programação Círio 2026, todos os eventos
- Eu + Você = Jesus: projeto evangélico acolhe romeiros durante o Círio de Nazaré em Belém
- Tramontina transforma símbolos do Círio 2026 em seis peças de porcelana criadas por artista paraense
- Mamoeiro perdendo a flor entenda a causa e como evitar
- Rede de dormir com cheiro como arejar sem lavar toda semana
O Google lançou as Fontes Preferenciais: você escolhe os veículos que aparecem com prioridade. Adicione o Pará+ e garanta a nossa cobertura sempre em destaque.
⭐ Adicionar Pará+ como Fonte PreferencialComo funciona em 3 passos:
- Pesquise qualquer assunto no Google
- Toque no ⭐ ao lado de “Principais Notícias”
- Busque Pará+ e marque a caixa — pronto!




