
Agência paraense aposta em estratégia de marca, portfólio e experiência do cliente para ampliar a presença de produtos regionais.
Neste artigo
Produtos paraenses como açaí, cacau e itens ligados à pecuária podem chegar a novos mercados com mais força quando, além da qualidade, contam com posicionamento, distribuição e comunicação planejados. É nesse espaço que a ArranCo começa a operar em Paragominas, no sudeste do Pará, com serviços voltados a indústrias, empresas do agronegócio, cooperativas e marcas regionais.
Com sede no Shopping Diamond, a agência foi estruturada para atender negócios que já trabalham com produtos acabados e pretendem ampliar sua presença para além do mercado local. A proposta combina gestão de marcas e conhecimento da dinâmica empresarial da região, onde cadeias produtivas rurais, agroindústrias e serviços ligados ao campo movimentam a economia.
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Estratégia para transformar produto regional em marca
A atuação da ArranCo parte de uma avaliação do negócio antes da criação de campanhas ou conteúdos. A equipe considera o produto, os concorrentes, os públicos, o mercado atual e o destino que a empresa pretende alcançar. A partir desse diagnóstico, são definidas a identidade, a narrativa e a forma de apresentação da marca.
“Nosso trabalho parte de uma visão de negócio. Não é apenas desenvolver uma campanha ou produzir conteúdo. Precisamos entender o produto, o mercado em que a empresa está inserida e onde ela pretende chegar para definir como essa marca deve se apresentar”, explica Ingrid Assunção, diretora da ArranCo.
Segundo ArranCo, a agência iniciou sua operação em Paragominas com foco em comunicação e marketing para indústrias, agronegócio e produtos paraenses. A estratégia considera que uma marca regional precisa comunicar não apenas sua origem, mas também seus diferenciais, sua capacidade de entrega e o valor que oferece ao consumidor.

Quatro frentes organizam os projetos
Os serviços foram divididos em quatro frentes principais: marca, portfólio, experiência do cliente e campanhas. Na prática, os projetos podem começar pela identificação de problemas de posicionamento e avançar para a organização dos produtos, a definição dos públicos prioritários e a construção de uma comunicação integrada.
- Marca, com diagnóstico, posicionamento, identidade e narrativa;
- Portfólio, com organização e apresentação dos produtos;
- Experiência do cliente, incluindo pontos de contato e percepção de valor;
- Campanhas, com planejamento, desenvolvimento, execução e acompanhamento.
A agência também prevê ações de gestão de redes sociais, análise de concorrência, estratégias de trade marketing e projetos de relacionamento com o público. A metodologia própria foi resumida em três etapas: preparar, posicionar e arrancar.
Experiência anterior inclui eventos do agronegócio
Antes de iniciar a operação com a nova marca, a equipe acumulou trabalhos em comunicação, eventos, campanhas e lançamentos de produtos. Entre as experiências citadas estão ações relacionadas à Agropec e ao Show Agro, apresentados pela empresa como eventos de grande porte do agronegócio na região Norte.
Também fazem parte desse histórico o Jantar Show da ONG Amor em Ação, a Corrida Agropec, o Dia de Campo da Coopernorte e projetos de reposicionamento de marca. As atividades tiveram presença especialmente ligada às estratégias digitais e às redes sociais, além da organização de eventos e da comunicação com diferentes públicos.
Esse repertório aproxima a agência de setores que dependem de uma comunicação capaz de dialogar simultaneamente com produtores, cooperados, compradores, distribuidores e consumidores finais. Para empresas do campo e da indústria, essa variedade de públicos torna necessário adaptar mensagens sem perder a identidade da marca.

O desafio de sair do mercado local
Levar um produto para fora do Pará envolve mais do que criar uma embalagem ou aumentar a frequência de publicações na internet. A empresa precisa definir onde quer competir, quais atributos serão valorizados, como organizar seu portfólio e de que maneira chegará aos canais de venda.
“Existe uma oportunidade importante para posicionar produtos paraenses fora do Pará. Para isso, não basta ter um bom produto. É necessário trabalhar marca, comunicação, distribuição, percepção de valor e estratégia de mercado de forma integrada”, afirma Ingrid.
Esse desafio é especialmente relevante para negócios baseados em cadeias conhecidas pela força regional, como açaí, cacau e pecuária. A origem paraense pode ser um diferencial, mas precisa estar associada a uma proposta clara para públicos que ainda não conhecem a empresa ou não compreendem as características de seus produtos.
O que a iniciativa representa para Paragominas
A instalação da ArranCo em Paragominas reforça o movimento de especialização de serviços empresariais fora da capital. Para negócios sediados no interior, contar com uma agência próxima pode facilitar o acompanhamento de operações, eventos, rotinas comerciais e particularidades culturais que nem sempre aparecem em briefings produzidos à distância.
Na Grande Belém, onde se concentram empresas, instituições e consumidores de diferentes regiões do Estado, a expansão de marcas do interior pode ampliar a circulação de produtos paraenses e criar novas conexões entre fornecedores, distribuidores e compradores. A iniciativa, porém, não apresenta resultados comerciais já alcançados, mas uma proposta de atuação para apoiar esse processo.
A ArranCo passa a atender empresas interessadas em preparar suas marcas, organizar seus produtos e estruturar campanhas para novos mercados a partir de Paragominas. Os próximos projetos devem aplicar a metodologia da agência nas áreas de marca, portfólio, experiência do cliente e campanhas.
Com informações de ArranCo.
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