Terra de jardim compactada no vaso cria um bloco duro e faz a água escapar pela borda sem molhar raízes
A diferença entre terra comum e substrato explica por que o vaso endurece e como recuperar a mistura sem sufocar o cultivo.
A água cai no vaso, desaparece em poucos segundos pela lateral e começa a escorrer pelos furos de drenagem.
No centro, porém, a terra continua seca, dura e rachada como um torrão.
Esse cenário aparece com frequência quando a terra retirada do quintal é colocada sozinha em recipientes para cultivar jambu, chicória do Pará, pimenta de cheiro ou outras plantas de uso doméstico.
A terra de jardim foi formada para ficar apoiada no chão, onde minhocas, raízes, matéria orgânica e o próprio movimento do solo mantêm espaços entre as partículas.
Dentro do vaso, ela recebe regas repetidas, perde esses espaços e se transforma em um bloco com pouca passagem interna.
Terra de jardim e substrato não têm a mesma função A terra de jardim costuma carregar partículas finas de argila e areia, restos de raízes, sementes e matéria orgânica em diferentes estágios de decomposição.
Quando é colocada em um vaso, o peso da própria mistura e a água das regas fazem as partículas menores ocuparem os vazios.
O resultado é uma camada mais fechada, com pouca circulação de ar e pouca infiltração uniforme.
O substrato é preparado para o espaço limitado do recipiente.
Sua composição precisa equilibrar retenção e drenagem, sem formar uma massa contínua.
Por isso, a terra pode entrar na mistura, mas não deve ser o único componente.
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