Planta em vaso fica afogada no clima chuvoso da Amazônia quando a água ocupa o lugar do ar nas raízes

O substrato pode parecer seco na superfície enquanto continua encharcado por dentro, principalmente em vasos mantidos em varandas e quintais úmidos.

Na varanda ou no quintal coberto, a cena é comum: a planta parece caída, alguém molha o vaso, e poucos dias depois as folhas continuam murchas.

No clima quente e úmido da Amazônia, o problema nem sempre é falta de água.

Muitas vezes, o substrato permanece saturado depois das chuvas e a raiz passa a trabalhar dentro de um vaso sem espaço suficiente para o ar.A superfície pode enganar.

Ela recebe calor, vento e luz, secando primeiro, enquanto a parte mais profunda continua molhada.

Quando a pessoa rega apenas olhando a camada de cima, aumenta a quantidade de água presa junto às raízes.

O resultado é a asfixia radicular, condição em que o excesso de umidade reduz os espaços de ar do substrato.Por que a água acumulada sufoca a raizO substrato não é apenas um suporte para a planta.

Entre seus grãos existem espaços que recebem água e ar.

Depois da rega, parte da água escorre e outra parte fica retida.

Em um vaso sem boa drenagem, esses espaços permanecem ocupados por água por tempo demais.Em Belém, no interior do Pará e em outras áreas amazônicas, a umidade do ambiente já é alta e a chuva pode molhar vasos mesmo quando eles ficam em uma varanda.

Por isso, o intervalo entre uma rega e outra não deve ser definido apenas pelo calor do dia.

O vaso precisa ser examinado por dentro, não somente pela aparência da superfície.Raízes comprometidas costumam aparecer junto de um conjunto de sinais: folhas moles ou amareladas mesmo com o substrato molhado, crescimento parado e cheiro desagradável vindo da terra.

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