Mais de 400 atendimentos em um dia expõem como Belém leva direitos humanos da política ao cidadão

Ações combinam participação social, serviços nas periferias, formação de servidores e regularização de vínculos familiares.

Para quem precisa regularizar um documento, confirmar um vínculo familiar ou encontrar orientação jurídica, direitos humanos deixam de ser um conceito abstrato e passam a aparecer em atendimentos concretos.

A estratégia municipal combina atendimento direto à população, participação social e formação de servidores para tentar aproximar as políticas públicas das necessidades dos moradores.Um registro que muda a história de uma famíliaEntre as pessoas atendidas estava Gabrielly Oliveira, de 22 anos, moradora do Guamá.

A universitária procurou o serviço para formalizar o reconhecimento de Ismael Mesquita Alves como pai.

Segundo o relato dela, Ismael participou de sua criação desde a infância e exerceu o papel paterno ao longo dos anos.“Esse reconhecimento é uma forma de agradecer por tudo o que ele fez por mim.

Meu pai biológico nunca fez questão de estar presente, quem sempre esteve ao meu lado foi ele”, contou Gabrielly durante o mutirão.Para a jovem, a mudança no registro civil representa também pertencimento e reconhecimento de uma relação construída no cotidiano.

Este reconhecimento representa gratidão e amor”, afirmou.Segundo a Prefeitura de Belém, o primeiro Mutirão de Reconhecimento de Paternidade ocorreu em 6 de agosto de 2026, no Mercado de São Brás, e ultrapassou 400 atendimentos.

A Secretaria Executiva de Direitos Humanos organizou o evento em parceria com o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos Humanos, reforçando a ideia de que a política não deve ser formulada apenas dentro dos órgãos públicos.

Foto: Rayana França “A Conferência Municipal foi um passo muito importante porque permitiu ouvir diferentes segmentos da sociedade e transformar essas demandas em propostas para o município.

A participação de entidades da sociedade civil permite levar ao debate público diferentes experiências e problemas vividos nos bairros de Belém.De acordo com Larissa Martins, o órgão também tem a responsabilidade de fiscalizar as políticas municipais.

“Nós temos um Conselho Municipal de Direitos Humanos muito ativo, que consegue propor políticas públicas e também fiscalizar.

Ter a sociedade civil participando desse processo é fundamental para compreender as diferentes realidades da cidade e construir respostas junto com a população”, afirmou.Serviços chegam aos bairros e às escolasOutra frente da política municipal é a descentralização do atendimento.

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