Jader Barbalho articula urgência para reduzir FLONA do Jamanxim

Senador paraense busca agilizar votação de projeto que pode intensificar o desmatamento na Amazônia.

Se o pedido for aprovado, o texto poderá ser submetido diretamente ao plenário do Senado Federal, sem a necessidade de passar pela análise das comissões temáticas da Casa.

A FLONA do Jamanxim é uma das unidades de conservação mais pressionadas da Amazônia, e ambientalistas alertam para os riscos de intensificação do desmatamento e ocupações ilegais.

A justificativa para a redução da área da FLONA, criada em 2006, seria a regularização de ocupações existentes dentro de seus limites e a garantia de segurança jurídica a propriedades na região.

Contudo, críticos apontam que a medida poderá ter o efeito oposto, incentivando mais desmatamento e grilagem de terras no bioma amazônico.

Impactos na Amazônia paraense A Floresta Nacional do Jamanxim abrange uma vasta área na Amazônia, sendo crucial para a conservação da biodiversidade e a regulação climática.

Historicamente, a região tem enfrentado desafios significativos relacionados à extração ilegal de madeira, garimpo e expansão agropecuária desordenada.

A diminuição de seu território, argumentam ambientalistas, criaria um precedente perigoso e abriria caminho para a devastação de porções ainda maiores da floresta.

A preocupação com o futuro da FLONA do Jamanxim é amplificada pela sua localização estratégica no Pará, estado que tem sido epicentro de conflitos fundiários e problemas ambientais.

Em maio, foram acelerados diversos projetos de lei que visam modificar ou reduzir o tamanho e o status de proteção de Unidades de Conservação e Terras Indígenas em diferentes partes do Brasil.

Foto: climainfo.org.br Entenda o caso: a FLONA do Jamanxim A Floresta Nacional do Jamanxim foi criada em 2006 por decreto federal para proteger os recursos naturais e promover o uso sustentável.

Localizada no sudoeste do Pará, ela integra um complexo de unidades de conservação importante para o bioma amazônico.

Essa proposta, de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL/MT), busca reverter a inclusão de quase 57 mil hectares de vegetação nativa à reserva, efetuada pelo governo federal em março.

A aprovação da urgência abre caminho para a votação direta no plenário, evidenciando a celeridade com que essas medidas podem avançar.

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