Em Portel e Melgaço, meninas levam ciência ribeirinha a 15 projetos e avançam para Olimpíada de Caxiuanã

Feira do Museu Goeldi reuniu estudantes, educadores e comunidades em torno de soluções para desafios da floresta.

Uma horta que transforma restos de alimentos em adubo, viveiros para criação de peixes e um papel capaz de carregar sementes para a floresta foram algumas das soluções apresentadas por estudantes durante a XII Feira de Ciências de Caxiuanã.

Realizado entre 23 e 25 de agosto de 2026, o evento reuniu alunos de escolas de Portel e Melgaço, no Marajó paraense, e colocou meninas e mulheres das comunidades no centro da produção de conhecimento.

A feira é promovida pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), por meio da Estação Científica Ferreira Penna, em parceria com as prefeituras dos dois municípios e comunidades ribeirinhas do entorno da Floresta Nacional de Caxiuanã.

Os trabalhos foram desenvolvidos pelos próprios estudantes a partir de problemas observados no território onde vivem.

Projetos nascem das necessidades das comunidades Segundo o Museu Paraense Emílio Goeldi, a XII Feira de Ciências de Caxiuanã ocorreu de 23 a 25 de agosto de 2026 em escolas de Portel e Melgaço, no Pará.

Durante três dias, avaliadores do museu visitaram três comunidades e analisaram 15 projetos apresentados por estudantes, educadores e representantes locais.

As propostas partiram de uma formação realizada em abril, durante a Jornada Pedagógica.

Depois do encontro, os professores levaram os temas para as escolas, compartilharam os conteúdos com outros educadores e ajudaram as turmas a transformar as discussões em experimentos, produtos e ações voltadas à realidade ribeirinha.

O percurso explica por que os projetos não ficaram restritos a experiências de laboratório.

Eles abordaram alimentação, geração de renda, conservação ambiental, memória, identidade, uso de plantas, reaproveitamento de resíduos e valorização de práticas transmitidas entre gerações.

Meninas ocupam espaço de decisão e pesquisa Maria Victoria, estudante que participou da apresentação de uma horta escolar, destacou que representava cerca de 1.400 alunos de uma das 15 escolas envolvidas.

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