Chuva de Belém volta quase no mesmo horário em muitos dias quando o calor e a brisa do rio juntam umidade
A combinação entre convecção diária, umidade amazônica e brisa fluvial explica por que a chuva aparece com tanta regularidade na capital paraense.
Quem mora em Belém conhece a cena: o céu ainda parece claro, o calor pesa sobre as ruas e, em pouco tempo, nuvens escuras se juntam sobre a cidade.
A chuva começa quase no mesmo período de muitos outros dias, engrossa por alguns minutos e depois perde força.
A regularidade é tão conhecida que o horário da pancada acaba entrando na organização da casa, do comércio e do deslocamento.Esse padrão não significa que exista um relógio capaz de marcar a chuva com precisão.
O aquecimento do solo e das construções faz o ar próximo da superfície subir, enquanto a umidade do rio, da baía e da floresta fornece vapor para a formação das nuvens.
Quando esses movimentos se encontram, a chuva ganha condições para aparecer.O calor levanta o ar carregado de umidadeDurante o dia, a radiação solar aquece o chão, o asfalto, os telhados e a vegetação.
O ar que encosta nessas superfícies também esquenta e fica menos denso, subindo.
Ao alcançar camadas mais altas e frias, o vapor de água se transforma em pequenas gotas.
Esse processo é chamado de convecção.Em Belém, a convecção recebe uma carga constante de umidade.
A cidade está cercada por grandes áreas de água, como o rio Guamá e a baía do Guajará, além de canais, áreas alagadas e vegetação.
O ar úmido que circula sobre esses ambientes chega ao continente e alimenta o crescimento das nuvens.Por isso, o primeiro sinal da chuva nem sempre é uma mudança brusca de temperatura.
Muitas vezes, a sombra aumenta, o vento muda de direção e o ar fica mais abafado antes de a água cair.
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