Camarão regional do Pará seco ao sol mantém a casca para proteger a carne e concentrar sabor em três preparos

A salga e a secagem mudam textura, aroma e intensidade do camarão usado em tacacá, vatapá e refogados.

Na banca, o camarão seco do Pará costuma aparecer em montes pequenos, com a casca firme, a carne encolhida e uma cor que vai do rosado ao alaranjado.

Em casa, ele pode parecer duro demais para entrar direto na panela, mas essa aparência faz parte do processo: a salga retira água da carne e o sol termina a desidratação.A casca participa dessa transformação.

Ela funciona como uma proteção externa contra a exposição direta ao calor e ajuda a preservar a carne enquanto a umidade diminui.

Com menos água, o sabor salgado e os aromas próprios do camarão ficam mais concentrados.

Por isso, descascar tudo antes do cozimento pode retirar justamente a camada que dá profundidade ao caldo e ao refogado.O cheiro e a cor mostram como o camarão foi secoNa feira ou no mercado, o primeiro sinal para observar é o cheiro.

O camarão seco deve lembrar produto marinho salgado, sem aroma azedo, de amônia, mofo ou fermentação.

Cheiro muito agressivo, que permanece no ambiente depois que o monte é afastado, merece cautela.

A secagem reduz a água, mas não transforma um produto mal conservado em produto adequado.A cor também ajuda na escolha.

O tom pode variar conforme o tipo de camarão, a quantidade de sal e o tempo de exposição ao sol, mas deve parecer natural e relativamente uniforme.

Descarte peças com pontos de mofo, partes muito úmidas, limo ou manchas escuras que não pareçam apenas marcas da secagem.

A casca deve estar presa ao corpo, sem excesso de fragmentos soltos e sem aparência de produto recém-molhado.Depois da compra, guarde o camarão em pote bem fechado, longe do vapor do fogão e da umidade da pia.

Leia a matéria completa no Pará+

Continuar lendo