Caixa d’água exposta ao sol esquenta o banho da tarde e duas barreiras de sombra reduzem o calor sem trocar o cano
A radiação aquece o reservatório ao longo do dia, mas cobertura reflexiva e ventilada diminui a transferência de calor para a água.
O banho tomado no fim da tarde costuma entregar a mesma reclamação em muitas casas do Pará: a água que sai do chuveiro parece ter passado o dia dentro de uma panela morna.
O problema geralmente não começa no cano.
Ele começa no reservatório instalado sobre a laje, no telhado ou em uma estrutura sem sombra.Durante horas, a caixa recebe radiação direta.
A parede externa esquenta, o calor atravessa o material e chega à água armazenada.
Como o reservatório permanece cheio e quase parado, a temperatura não muda de uma vez.
Ela se acumula ao longo do dia e aparece com mais força justamente quando a tarde termina.Por que o calor aparece no fim da tardeA radiação solar é mais intensa nas superfícies expostas do telhado e da laje, mas a água não acompanha essa variação imediatamente.
O reservatório funciona como uma massa que absorve calor: a parede aquece primeiro, a camada de água mais próxima dela esquenta depois e, aos poucos, o conteúdo inteiro fica menos fresco.É por isso que trocar o cano raramente resolve essa situação.
O encanamento apenas conduz a água que já está aquecida.
Se a caixa continua recebendo sol, o novo tubo pode até alterar a velocidade ou a vazão do banho, mas não elimina a fonte do calor.Em áreas quentes e úmidas, como ocorre na rotina de muitas casas de Belém e de outras cidades amazônicas, o horário também confunde.
Depois de uma chuva rápida, o ar pode refrescar e a laje ainda continuar quente.
A água dentro da caixa segue respondendo ao calor acumulado, não apenas à sensação térmica de quem abre a janela.Caixa preta e caixa clara absorvem o sol de modos diferentesA cor externa interfere na quantidade de radiação absorvida.
Leia a matéria completa no Pará+
Continuar lendo
Ler matéria completa