Adubo em excesso queima a raiz e seca a borda da folha, e três passagens de água reduzem o sal no vaso

O acúmulo de sais pode desidratar a raiz mesmo com o substrato úmido, principalmente em vasos pequenos mantidos no calor do Pará.

Na varanda quente de Belém ou no quintal de Santarém, a pimenta de cheiro recebe água, adubo e mais água, mas as folhas continuam murchas.

Depois de alguns dias, a borda fica marrom e quebradiça, um sinal que costuma ser confundido com falta de rega.O problema pode estar no excesso de adubo acumulado no vaso.

Quando a mistura fica muito concentrada em sais, a raiz encontra dificuldade para absorver água.

Em vez de retirar umidade do substrato, ela pode perder água para o ambiente ao redor por osmose.

A planta parece seca mesmo quando a terra ainda está molhada.Como o adubo transforma um vaso úmido em um ambiente seco para a raizAdubos químicos são sais solúveis.

Depois da rega, eles se dissolvem e ficam na água presente entre as partículas do substrato.

Se a dose for grande, se a aplicação for repetida antes de o vaso ser regado profundamente ou se a drenagem estiver ruim, a concentração aumenta.No clima quente e úmido do Pará, há uma combinação que favorece o acúmulo.

O calor acelera o consumo de água pela planta, enquanto a umidade do ar e a chuva frequente podem fazer a pessoa regar sem perceber que o interior do vaso ainda está úmido.

Quando a água evapora pela superfície, parte dos sais continua no substrato.A borda seca é compatível com esse quadro porque as extremidades das folhas recebem menos água quando a raiz está sob estresse.

Também podem surgir pontas queimadas, crescimento parado e folhas amareladas.

Esses sinais não confirmam sozinhos o excesso de adubo, por isso é preciso observar o vaso inteiro.O teste do substrato separa o excesso de sal da falta de águaAntes de regar novamente, enfie um palito de madeira ou o dedo alguns centímetros no substrato.

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