A pausa que começa no sofá e treina o cérebro: 9 formas de praticar o ócio sem culpa

Ficar alguns minutos sem produzir, sem telas e sem metas pode ajudar na criatividade, na memória e na recuperação mental.

O celular está na mão, o podcast toca ao fundo e uma tarefa de trabalho aparece no meio do descanso.

Quando a pessoa percebe, também está pensando em uma consulta médica, respondendo mensagens e tentando aproveitar o fim de semana ao mesmo tempo.

Essa dificuldade de simplesmente parar está no centro da chamada arte de não fazer nada, uma prática que propõe recuperar alguns minutos sem metas, telas ou obrigação de produzir.

A ideia não é abandonar responsabilidades nem transformar a inatividade em uma nova tarefa de desempenho.

É escolher, de maneira consciente, um intervalo de quietude.

Para quem vive na Grande Belém e precisa alternar trabalho, estudo, deslocamentos e compromissos familiares, essa pausa pode começar em espaços pequenos da rotina, como uma espera, uma janela ou alguns minutos antes de dormir.

O descanso que não precisa ser merecido O conceito ganhou visibilidade internacional com o termo holandês “niksen”, usado para descrever o ato de não fazer nada ou de fazer algo sem uma finalidade específica.

A jornalista Olga Mecking levou o assunto ao debate global em um artigo publicado pelo New York Times em 2019 e, depois, no livro “Niksen: Embracing the Dutch Art of Doing Nothing”.

Na prática, a proposta é diferente de meditar, assistir a vídeos, organizar mentalmente a lista de compras ou navegar pelas redes sociais.

Também não se trata de trocar uma tarefa por outra.

O objetivo é permitir que a mente fique sem uma direção determinada, seja olhando pela janela, sentado em um banco ou observando o ambiente sem tentar extrair uma conclusão.

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