Opinião


“Eu tenho um sonho”. Com essa frase, Martin Luther King iniciou o seu mais belo discurso pela igualdade racial e mudou os conceitos da Sociedade Norte Americana. É uma frase simples, mas com uma força irresistível.
Parodiando esse grande personagem da história mundial, eu também tenho um sonho: Ver a nossa Belém entrar na rota do desenvolvimento e bem-estar.
Às vezes, brincamos dizendo que Belém é a terra do “já teve”. Basta prestar atenção na frase mais repetida pela grande maioria da Sociedade Belenense ao encerrar o mandato de nossos últimos prefeitos, reverberada por muitos, inclusive por mim: “foi o pior prefeito que Belém já teve”. Será que todos foram tão ruins ou nossa Capital está inadministrável?
Como ajudar a fazer essa inflexão, essa mudança de rumo. Lembrei que, por volta de quatro anos atrás, os professores engenheiros do departamento de engenharia naval da Universidade Federal do Pará – UFPa, todos Doutores e Mestres, liderados pelo Amigo Hito Braga de Moraes, me apresentaram um projeto arrojado, mas que seria fantástico se executado, e mudaria Belém de forma positiva e perene. Para oxigenar minhas lembranças, marquei um encontro com o Hito para uma conversa sobre o assunto.
Afirmo, a realização desse projeto é um sonho. Um sonho bom, mas, se todos sonharmos juntos, se tornará realidade.
Para isso precisamos fazer uma inflexão direcionando o crescimento de Belém na direção de nossas ilhas. Construindo uma ponte, no máximo de 4 km, ligando Belém continental à ilha das Onças – perfeitamente factível. O Estado do Amazonas acabou de concluir uma ponte deste mesmo porte, ligando Manaus à outra margem do rio Negro, para incluir mais esta área como Zona Franca.
Feita esta ligação, propiciará com que o novo porto de Belém seja localizado às margens da ilha, defronte de nossa orla, com um calado de 15 a 16 metros, onde poderiam aportar os grandes navios turísticos e de containers. Atualmente, os navios turísticos e de containers são impedidos de aportar em Belém, pelo calado ser inferior a 7 metros e pelas deficiências dos canais para manobras.
Da mesma forma, também faz parte do anteprojeto a mim apresentado, a construção na ilha de um novo aeroporto, voltado para o turismo e para pequenas aeronaves; ideia muito pertinente. Sabemos que foi decidido que o nosso “Aeroclube” será desativado e sua área transformada em parque urbano, por estar situado em uma área densamente povoada de nossa Metrópole.
Ainda mais, com um pouco mais de ousadia poderemos ligar por uma rodovia a margem sul da ilha das Onças com a margem norte, e, neste ponto, construir uma ponte pequena, ligando a ilha ao continente. Com isso, o Complexo Portuário de Vila do Conde ficaria a 40 Km de Belém.
Pensando em um futuro não tão distante, poderemos fazer uma grande ponte a montante de nosso Complexo Portuário de Vila do Conde à Ilha de Marajó. Esta ligação também me foi apresentada há mais de 3 anos por esta excelente equipe de engenheiros que orgulham a UFPa. Um detalhe importante: O município de Pontas de Pedras ficaria a 8 horas de carro do centro de nossa Capital.
A ilha das Onças com seus 750 mil hectares, perfeitamente integrada à Grande Belém, com porto, aeroporto e rodovias dignas, nos transformará. Aí sim, seremos o portal de entrada do bioma Amazônia, dando oportunidade real a todos de conhecerem nosso mundo das águas e o sussurro de nossas florestas.
EncerrocommaisduasfrasesdeMartinLutherKing,quesemprenortearamminhavidaemeuspensamentos: -“Nossas vidas começam a terminar no dia em que permanecermos em silêncio sobre coisas que importam”. – “Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje. Mas continue em frente de qualquer jeito”.

Engo JOSÉ MARIA DA COSTA MENDONÇA
Presidente do Centro das Indústrias do Pará-CIP

E-mail: mendonca@fiepa.org.br

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