Sistema de irrigação vai garantir produção anual de limão-thaiti

A comunidade rural Terra Preta II, em Monte Alegre, no oeste paraense, conta com o apoio do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), na produção agrícola do Centro de Formação Itauajuri. A Emater elaborou o projeto do sistema de irrigação por gotejamento que vai garantir que o  Centro produza limão thaiti  o ano inteiro. A previsão é de implantação em julho.

A lima ácida ‘Tahiti’, também denominada limão ‘Tahiti’, é um dos frutos cítricos de maior importância comercial no Brasil. O fruto de origem tropical não tem centro de origem exato, admite-se que seja proveniente de  sementes de frutos cítricos importados do Tahiti, daí a origem do nome.

O Centro de Formação Itauajuri pertence à paróquia católica de São Francisco de Assis, e tem 160 pés de limão thaiti. Técnico em agropecuária do Centro, Antônio Targino fez questão de ressaltar que a Emater orientou a administração do Centro sobre as culturas, controle de erva daninha, pragas e insetos.

“A assistência foi completa”, disse Antônio Targino. Ele explicou que o sistema por gotejamento economiza nutrientes e fertilizantes no solo devido à proximidade da aplicação, também, diminui o desperdício de água e reduz a proliferação de ervas daninhas, entre outros benefícios.

O técnico disse ainda que na irrigação por gotejamento, a água é distribuída através de tubos de pequeno diâmetro e é aplicada de forma pontual por meio de emissores localizados diretamente na zona das raízes da planta. Deste modo, o volume de água fornecido é sempre o suficiente para a planta, sem falta ou excesso e no momento adequado.

“O sistema por gotejamento é importante porque, além de promover o melhoramento genético da produção, vai facilitar a produção na entressafra, período intermédio entre uma safra e outra. Isso vai garantir produção para o ano todo. É um sistema completo”.

De acordo com Antônio Targino, quando o novo sistema estiver concluído, servirá de modelo para região das Três Bocas e demais comunidades de Monte Alegre.

Administrador do Centro de Formação Itauajuri, frei Gregório Joerght frisou que o objetivo da entidade é fortalecer a produção e aumentar a comercialização do fruto que ajuda, economicamente, a manter o Centro e suas atividades como a formação de lideranças comunitárias, realização de cursos e capacitações.

“Os pés de limão thaiti têm apenas dois anos. A previsão é colher os frutos daqui a três anos. Vamos trabalhar nas duas frentes: consumo próprio e comercialização”, disse frei Gregório.

Sobre o apoio da Emater, o religioso foi enfático: “são técnicos capacitados que elaboraram todo o projeto. A Emater vai participar também do acompanhamento técnico durante a produção”.