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Regras de reembolso de passagens promocionais podem ser diferentes, entenda

Gérlio Figueiredo, especialista em direito, discorre sobre a importância de observar as diretrizes ao comprar bilhetes promocionais

Depois de dois anos de pandemia, com fronteiras fechadas e restrições de deslocamento a nível mundial, as pessoas finalmente estão voltando a viajar. Assim, conhecer os direitos e deveres relacionados às passagens aéreas, especialmente as que são compradas em promoção, se torna imprescindível para aqueles que desejam pegar um avião rumo a novos destinos.

De acordo com a Consultor Jurídico, revista eletrônica especializada em notícias do mundo legal, se as regras promocionais de uma passagem estão disponibilizadas, é necessário que sejam observadas. Gérlio Figueiredo, empresário e especialista em direito, reforça a importância de ficar atento a essas normas: “caso o indivíduo, ao comprar a passagem, não preste atenção nas regras, ele poderá ser prejudicado, já que provavelmente precisará pagar uma tarifa para atender às alterações que desejar”, afirma.

Um caso recente envolvendo regras de reembolso de bilhetes aéreos aconteceu em Florianópolis, quando um casal entrou na justiça buscando a restituição do valor pago e indenização por danos morais, alegando que compraram bilhetes promocionais, mas, ao tentarem remarcar o voo para outra data, foram informados de que haveria cobrança de tarifas para realizar tal ação.

Porém, seguindo o entendimento de que as regras devem ser respeitadas, a 3ª Turma Recursal da capital de Santa Catarina negou o reembolso das passagens. Assim, o casal envolvido optou por adquirir os bilhetes em outra empresa, e solicitou o cancelamento dos passes aéreos anteriores, mas não obtiveram o reembolso desejado.

Figueiredo explica que a venda de bilhetes com regras especiais é regulamentada pela Portaria 676/2000 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e que se as diretrizes de aquisição estavam disponíveis na hora da compra, o casal assumiu o risco de imprevisto, no caso, de cancelamento, e a responsabilidade não pode ser atribuída ao fornecedor.

“Parte do objetivo das tarifas promocionais é evitar voos com baixa ocupação, e se, neste caso, o casal tivesse sido restituído, representaria um desincentivo da criação desses preços, que são importantes para a manutenção do mercado”, finaliza o especialista.

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