Projeto trabalha práticas que aliviam a dor e substituem uso de remédios na rede de saúde

Sala de fisioterapia

Um projeto pioneiro na saúde municipal de Belém – as chamadas Práticas Integrativas Complementares (Pics) –  trabalha a  aplicação de práticas não farmacológicas, de alívio da dor, as quais substituem progressivamente o uso de medicamentos, de acordo com o processo de cada pessoa. As Pics foram implantadas há um ano na Casa da Saúde do Idoso, localizado na avenida Governador José Malcher, no bairro de Nazaré.

Diariamente, das 07h às 18h, a Casa da Saúde do Idoso recebe usuários, a partir de 60 anos, encaminhados com a guia de referência feita pelo médico das Unidades Básicas de Saúde e Estratégia Saúde da Família (EFS). “Ao chegar aqui, o idoso passa pelo acolhimento, agendam-se a consulta e o exame. Ele é avaliado pelo clínico geral e encaminhado para outros especialistas que a Casa possui, de acordo com a necessidade de cada paciente”, explicou a gerente da Casa de Saúde do Idoso, Sidia Oliveira.

Equipe multiprofissional – A Casa de Saúde do Idoso tem à disposição uma equipe médica multiprofissional, que inclui clínico geral, psicólogo, terapeuta, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, educadora física, nutricionista, urologista, endocrinologista, geriatra, gastroenterologista e cardiologista.

“Depois de passar pela consulta com especialista, o idoso chega à fisioterapia e aí a gente consegue fazer o tratamento dele (idoso). Nós conversamos com os idosos, por meio da anamnese, fazendo perguntas sobre como está o dia a dia, quando começaram as dores e qual  a qualidade de vida do paciente. Tudo levamos em conta para fazer um atendimento mais correto possível”, explicou o fisioterapeuta e responsável por realizar o procedimento de acupuntura, Adriano Roberto Pereira da Silva.

Atendimento de Acupuntura – De acordo com a gerência da casa, de janeiro de 2021 a abril de 2022, cerca de 530 tratamentos de acupuntura foram realizados. O fisioterapeuta Adriano Roberto explica que os idosos recebem bem o tratamento. “Nós já temos êxitos das práticas que nós já utilizamos aqui na Casa. Práticas essas que são a acupuntura, auriculoterapia e ventosaterapia. Com essas práticas já conseguimos obter êxitos para que a gente consiga fazer a diminuição  do uso farmacológico do paciente”, informou.

A aposentada Josefa Silva, 75 anos, moradora do bairro da Marambaia, sente há anos dores nas pernas e, pela primeira vez, ela fez tratamento de acupuntura. “Eu gostei, me senti muito bem depois da acupuntura e aliviou a dor”.

Terapia – Tendinite e lombalgia são situações tratadas com o método terapêutico acupuntura, com tratamento inicial de 20 sessões. O método consiste na inserção de agulhas no corpo para promover a saúde. “Em conjunto com a fisioterapia, a gente consegue realizar um processo um pouco mais rápido e sem a necessidade de uso de medicamentos”, detalhou o fisioterapeuta.

A dona de casa, Maria Paiva, 82 , moradora do bairro Coqueiro, aprovou o novo momento da saúde do municipal. “Eu me trato aqui para diminuir as dores no braço, e faço aqui a fisioterapia”.

Histórico – A Casa de Saúde do Idoso é uma área de referência fundada em 2001, na primeira gestão do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues. A Casa Iniciou os primeiros atendimentos na Aldeia Cabana, bairro da Pedreira, depois passou para a Av. Almirante Barroso e atualmente se encontra na Av. Governador José Malcher.

De acordo com a gerente da casa, há idosos atendidos desde a época do funcionamento na Aldeia Cabana. Agora o espaço atende 15 mil idosos advindos do ano de 2001 e idosos encaminhados pelas unidades de saúde. “Esse idoso se sente muito acolhido e não quer mais sair daqui”, disse a gerente.

O aposentado Naaman Souza, 73, morador do distrito de Icoaraci, tem o espaço como uma “salvação”. “Eu sou aposentado, minha aposentadoria é pequena. Então, pra mim a Casa do Idoso é minha salvação”, contou.

“Nós temos um resultado muito bom com essas práticas integrativas. Quando o paciente sai daqui, ele sai bastante aliviado das dores”, Sidia Oliveira.

O coordenador da Referência Técnica em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, Rafael  Cabral, que faz parte do Núcleo de Promoção à saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), explicou a importância da aplicação do método de tratamento.

“Ter as práticas dentro da política do SUS revelam um outro olhar para a visão da saúde e da doença. Elas tentam entender não o seu indivíduo e sintoma, mas, sim, o que causa esse sintoma e. a partir desse pensamento. é o que liga as práticas integrativas e complementares”.

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