De acordo com dados do departamento IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) do Ministério da Saúde, atualmente existem no Brasil cerca de 630 mil pessoas vivendo com o HIV, o vírus da AIDS, sendo que dentro desse universo aproximadamente 255 mil pessoas nunca realizaram sequer um teste de diagnóstico.

No Estado do Pará, segundo a Coordenação Estadual do IST/AIDS, há 8.642 pessoas que utilizam medicamentos para o tratamento contra o HIV. Desse total 137 são crianças.

Muitos soropositivos vivem anos sem manifestação dos sintomas/doença. Porém, mesmo assim podem transmitir o vírus com relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas, ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. Isso ocorre quando não tomam as devidas medidas de prevenção.

Preocupado com essa questão, o projeto de lei 125/2018, de autoria do deputado Dirceu Ten Caten (marabaense filiado ao PT), aprovado na ALEPA no final de 2019, propõe políticas de incentivo e conscientização por meio de debate, programas e ações que venham destacar a necessidade de realização de testes rápidos de IST, HIV/AIDS e hepatites.
Onde os profissionais de saúde deverão ser capacitados para promover ações preventivas à população paraense. O projeto foi encaminhado ao Governador do Estado para sanção ou veto.

No Pará, os serviços são disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para testagem e tratamento, distribuídos em 74 postos em várias regiões, além de quatro unidades na capital.

“Esse projeto é importante para conscientizar a população sobre a importância de se conhecer o quanto antes a sorologia positiva para o HIV. Isso aumenta muito a expectativa de vida de uma pessoa que vive com o vírus. Quem se testa com regularidade, busca tratamento no tempo certo e segue as recomendações da equipe de saúde, ganha muito em qualidade de vida”, justificou o deputado Dirceu Ten Caten.