Preço do pescado em Belém apresenta nova alta às vésperas da Semana Santa

Abastecimento do Pescado na Semana Santa 2017

Pelo terceiro mês consecutivo, o valor da maioria do pescado comercializado nas feiras e mercados municipais de Belém apresentou nova alta de preço. A pesquisa realizada com as 38 espécies mais consumidas pelos belenenses foi apresentada pela Secretaria Municipal de Economia (Secon) e Departamento Intersindical de Pesquisas e Estudo Socioeconômico (Dieese-PA), nesta terça-feira, 12.

Segundo o supervisor técnico do Dieese no Pará, Roberto Sena, “esse aumento já era esperado, devido à sazonalidade do pescado e à própria inflação que vem atingindo todos os produtos de modo geral”.

Para amenizar o prejuízo no bolso do consumidor, desde o dia 1º de abril até o dia 15 deste mês, vigora em Belém o decreto municipal nº 103.766/2022. Durante a vigência da norma, os compradores do pescado por atacado que desejam transportar o peixe para outros municípios devem solicitar a Guia de Transporte do Pescado (GTP) emitida pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Economia (Secon).

“Dessa maneira, podemos ter um controle do que sai de Belém para outras localidades durante o período da Semana Santa, evitando uma saída descontrolada que possa prejudicar o abastecimento e provocar ainda mais a especulação de preço”, disse o secretário municipal de Economia, Apolônio Brasileiro.

Feira do Pescado

Ainda como forma de ofertar peixe de qualidade e preços mais acessíveis à população nesse período de alta do pescado, a Prefeitura de Belém, por meio da Secon, e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), realizam nesta quarta-feira, 13, e quinta-feira, 14, mais uma edição da Feira do Pescado, na Aldeia Cabana, Centur e Parque Shopping.

“A expectativa é levar à mesa da população peixes de qualidade e com preços mais acessíveis, já que são comercializados diretamente com os fornecedores”, garantiu o diretor de aquicultura da Sedap, Allan Pragana.

Pesquisa – No mês março, as pesquisas da Secon e Dieese/PA identificaram alta nos preços do pescado comercializado nas feiras e mercados municipais, com destaque para a Arraia com alta de 13,64%, seguida do Peixe-Serra 13,10%; Xaréu 12,07%; Surubim 12,06%; Aracu 10,31%; Mapará 10,26%; Bagre 9,58%; Sarda 8,80%; Peixe-Pedra 8,55%; Tainha 7,77%; Pacu 7,47%; Curimatá 7,14%; Pirapema 6,15%; Cação 5,60%; Pescada Amarela 5,22% e Dourada com alta de 4,82%.

Na análise do primeiro trimestre deste ano (janeiro a março/2022), os maiores reajustes de preços ocorreram nas seguintes espécies de pescado: Aracu com alta acumulada de 25,10%, seguida do Peixe-Serra 24,87%; Filhote 23,90%; Arraia 22,38%; Surubim 22,12%; Gurijuba 21,42%; Xaréu 20,75%; Peixe-Pedra 19,05%; Cachorro de Padre 18,22%; Pescada Amarela 17,95%; Pacu 17,87%; Curimatá 17,79%; Bagre 17,10%; Camurim 14,52% e Dourada com alta de 14,01%.

Já no balanço dos últimos 12 meses (março de 2021 a março de 2022), os maiores aumentos de preços identificados pela Secon e Dieese/PA foram verificados nas seguintes espécies: Surubim com alta acumulada de 40,05%, seguido do Peixe-Serra 29,66%; Pirapema 25,71%; Cachorro de Padre 24,24%; Camurim 23,41%, Cação 21,30%; Mapará 18,19%; Peixe-Pedra 17,21%; Curimatá 16,77%; Xaréu 16,41% e Pescada Amarela com alta de 15,08%.

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