Opinião


A zona portuária de Belém é uma síntese de todas as tradições da sociedade belenense. O porto de Belém iniciou suas atividades em 1909 é parte integrante da nossa capital e nada mais justo que Belém, ao completar 400 (quatrocentos) anos de existência, dê sequência à sua revitalização, porém sempre priorizando em manter suas características portuárias, mais precisamente, a manutenção do porto como atividade principal.
Entendemos e concordamos quando da transformação do galpão Mosqueiro e Soure, e os galpões iniciais do Porto de Belém na nossa, hoje, Estação das Docas; local turístico de multiuso, de uma beleza incomparável, muito bem concebida, mantidas as suas linhas arquitetônicas onde, hoje, funcionam restaurantes, bares, lojas, locais para exposições e até teatro. Não cansamos de repetir, um local refinado e popular, moderno e histórico, belo e prático; um orgulho, e ponto de referência de nossa capital.
Sabemos que, ao se intervir em algo que pertence à história de uma cidade, tem que ser pontualmente compreendida, a sociedade tem de participar para que aquilo que for feito se insira na vida da cidade.
Em 2014, no local do galpão 9 (nove) do porto de Belém, foi inaugurado o terminal de passageiros que foi denominado de Terminal Hidroviário do Porto de Belém, sendo mantidas as linhas arquitetônicas originais, proporcionando aos passageiros que chegam à nossa cidade em barcos o mesmo conforto oferecido aos passageiros que chegam em aviões; uma obra necessária e muito bem vinda.
A próxima intervenção necessária e urgente é a construção do Pátio de Contêineres, no local dos galpões 11 (onze) e 12 (doze). Neste caso em particular, os galpões terão que ser transportados para outros locais, pois sua localização é imprópria para as atividades a que se propõem, pela pequena distância entre o muro de arrimo (cais) e os galpões, já que não permite a utilização de equipamentos e já foi a causa de muitos acidentes. Logo, os referidos galpões podem ser perfeitamente removidos e, nesta ocasião, recuperados, já que no momento estão bastante degradados em virtude de não terem nenhuma utilidade operacional e por estarem totalmente abandonados.
Somos favoráveis à modernização do Porto de Belém com a criação do Pátio de Contêineres mas, para que isso ocorra, algumas pequenas intervenções precisam ser efetuadas em seu entorno, porém, todas positivas para Belém.
Vejamos pela descrição o quanto é simples, necessária e positivamente correta. Sua localização fica às margens da baia do Guajará, a 120 (cento e vinte) quilômetros do oceano Atlântico, em um trecho do porto de Belém, situado entre a Av. de Souza

Franco e a Ocrim, ao lado do Ver-o-Rio. O projeto por nós defendido prevê o fechamento da Rua Rui Barata e a abertura da Rua de Belém, dando melhor acesso ao centro comercial. Do ponto de vista de nossos engenheiros, obras de fácil execução.
Os pequenos e médios empresários da região da grande Belém que exportam seus produtos estão aguardando a implantação deste pátio, pois sua necessidade é imperativa e estamos bastante atrasados, e pelo tempo de discussão, já deveria estar funcionando.
Dizem os que são contra a sua realização, que queremos destruir os galpões 11 (onze) e 12 (doze). Ora, a situação em que se encontram esses galpões é lastimável e estão todos convidados a fazer esta verificação. O que queremos é transportá-los para um local onde sejam de maior utilidade, e, segundo informações, sem confirmação histórica, esses galpões não integravam o projeto inicial do Porto de Belém.
Por fim, uma constatação; toda grande cidade precisa de uma atividade portuária. Barcelona, Miami e Buenos Aires têm, por que alguns querem privar Belém de ter?

Eng. José Maria da Costa Mendonça
Presidente do Centro das Indústrias do Pará-CIP

E-mail: mendonca@fiepa.org.br

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