Petrobras anuncia descoberta no pré-sal da Bacia de Santos



A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (19/11) que a perfuração do poço 1-BRSA-1381-SPS, batizado como Curaçao, na área do bloco exploratório Aram, na Bacia de Santos, identificou a presença de hidrocarbonetos na região do pré-sal.

“Esses dados permitirão avaliar o potencial e direcionar as próximas atividades exploratórias na área. O consórcio dará continuidade às operações para concluir o projeto de perfuração do poço até a profundidade prevista e verificar a extensão da nova descoberta, além de caracterizar as condições dos reservatórios encontrados”, disse a empresa, em nota.

A Petrobras é a operadora de Aram com 80% de participação e tem como sócia no projeto a chinesa CNODC (20%). A área de partilha da produção foi arrematada na 6ª rodada de licitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A PPSA representa a União no contrato.

No começo do mês, a ExxonMobil também indicou que encontrou indícios de hidrocarbonetos com a perfuração do poço 1-EMEB-2-RJS, perfurado na área do bloco Titã, também na Bacia de Santos, contratado na 5ª rodada de partilha da produção.

A empresa ja havia informado à ANP a existência de indícios de petróleo e gás natural na área do bloco CM-789, onde perfurou o poço 1-EMEB-1A-RJS, batizado como Opal-1A. O indício foi encontrado em lâmina d’água de 2.681 m.

A ExxonMobil contratou a sonda West Saturn, da Seadrill, para campanhas no Brasil. Em janeiro, recebeu licença para perfuração de dois poços firmes e quatro contingentes aos resultados da campanha. Ao todo, a empresa mapeou 15 possíveis locações nos blocos BM-C-753, BM-C-789 (ambos em Campos), BM-S-536, BM-S-647 e Titã (os três em Santos).

Pré-sal também teve resultados negativos

A Shell avalia os resultados da campanha exploratória em Saturno, no pré-sal da Bacia de Santos. No  bloco foi perfurado o poço pioneiro 1-SHEL-33-RJS (Saturno1), concluído em junho de 2020 sem nenhum anúncio de descoberta. De acordo com dados da ANP, o poço é seco. Foram identificados indícios de óleo, mas o fluído principal notificado à agência é água.

A Shell é operadora de Saturno com 45% do bloco, em sociedade com Chevron (45%) e Ecopetrol (10%). O bloco foi arrematado pelo regime de partilha no leilão do pré-sal de 2018.

No começo do ano, o consórcio Petrobras (40%), CNODC (20%) e bp (40%) devolveu à ANP o contrato de partilha do bloco exploratório Peroba, arrematado no 3º leilão do pré-sal, realizado em 2017.

A área é o primeiro insucesso dos leilões de partilha da produção, que foram retomados no governo Michel Temer após o fim da operação única da Petrobras.

Apenas um poço exploratório foi perfurado em Peroba, em lâmina d’água de cerca de 2,1 mil metros e aproximadamente 300 km ao sul da cidade do Rio de Janeiro.