Parceiros se reúnem para reavaliar ações do programa Abrace o Marajó

Representantes de 16 ministérios e parceiros do programa Abrace o Marajó se reúnem, em Brasília, nesta quarta (1º) e quinta-feira (2), na oficina de reprogramação do Plano de Ação 2020/2023. O objetivo das discussões é reavaliar as metas traçadas a fim de ampliar o alcance das ações, atendendo um maior número de famílias no arquipélago. A previsão é de que os novos planejamentos sejam apresentados até o início de outubro.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), que coordena o programa, já realizou o processo de revisão e incluiu oito novas iniciativas. Durante a abertura do evento, a ministra Damares Alves destacou que a atuação na ilha visa, principalmente, ao combate à violação de direitos humanos. A titular do MMFDH ainda agradeceu o apoio de cada uma das pastas e alertou que ainda há um árduo trabalho a ser realizado.

“Cada vez que sentamos com os moradores do Marajó, identificamos uma necessidade maior do que a outra. Mais do que nunca, agora, vamos ter que exigir números e resultados. A gente alimentou a esperança daquele povo. Não tem mais volta. Nós estamos correndo contra o tempo e tivemos contra nós uma pandemia, que nos engessou. Além de realizar tudo que estava programado, vamos ter que recuperar este tempo”, disse.

A ministra também apontou que o Abrace o Marajó pode se tornar um “divisor de águas” e servir como modelo de articulação intersetorial para o governo federal. “Isso não é só Marajó. Ele é, de fato, um exercício de uma mudança radical das políticas públicas no Brasil”, completou.

Programação

Ao longo dos dois dias de oficina, os debates serão divididos entre os eixos do Plano de Ação: desenvolvimento social, infraestrutura, desenvolvimento produtivo e desenvolvimento institucional. “Com todos os Ministérios e parceiros reunidos, poderemos entender que alguns dos projetos, ações e iniciativas podem significar convergência de ações, aumentando a escala ou contribuindo na parceria para uma entrega mais rápida”, destacou o diretor do Programa Abrace o Marajó, Henrique Villa.

De acordo com a deputada estadual Dra. Heloísa Guimarães, a reprogramação corresponde à real demanda da população marajoara. “A ministra e os secretários já estiveram no Marajó por diversas vezes e podem ter agora uma visão muito mais concreta da realidade. Essa revisão se faz necessária para que as entregas sejam realmente aquilo que a população tem necessidade e expectativa”, apontou.

Detalhamento

Inicialmente o documento previa a realização de 110 ações para o desenvolvimento da região. O arquipélago apresenta um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país. A localidade possui oito municípios entre os 50 com pior IDH.