Natação para crianças e bebês

Atividade simples, relaxante e divertida pode evitar tragédias

O ideal é começar aos seis meses, quando os bebês já tomaram todas as vacinas e a coluna está mais fortalecida

O calor e o clima quente fazem das piscinas algo extremamente convidativo nesta época do ano, porém, muitas vezes as tornam também protagonistas de tragédias familiares. O segundo maior índice de mortalidade entre crianças no Brasil é justamente por afogamento, sendo que no mundo, contando com os adultos o país ocupa a terceira posição, atrás apenas da Rússia e do Japão. Por isso, a necessidade de “saber nadar” é algo de extrema importância que alguns pais podem não levar em consideração.

“É óbvio que há o cuidado com a segurança como cercas, portões, ralos anti sucção, salva-vidas, mas a melhor forma de prevenir é começar as aulas de natação desde cedo em um local que tenha estrutura adequada para crianças e bebês e com profissionais capacitados”, afirma Rogério Franze, Coordenador da Academia Ecofit Club. Ele conta que hoje os pais buscam matricular seus filhos justamente pelo receio do afogamento e acabam aproveitando todos os outros inúmeros benefícios da prática.

O contato com a água e a piscina podem ser feitos desde o seu nascimento, mas o ideal é começar aos seis meses, quando os bebês já tomaram todas as vacinas e a coluna está mais fortalecida. No caso dos pequenos, o contato com outros alunos auxilia no desenvolvimento global, na socialização, além de melhorar o apetite, a resistência, o desenvolvimento motor e o sistema cardiorrespiratório

Uma atividade que quanto mais intensa, maior a sensação de relaxamento, leveza e refrescância
Uma atividade que quanto mais intensa, maior a sensação de relaxamento, leveza e refrescância

De fato, uma criança só aprende a nadar a partir dos 3 anos, mas quando bebê, diferente da maioria dos adultos desconfiados e cheios de receio, o contato com a água só o faz se divertir, pois, relembra o período intrauterino. Outro ponto muito positivo no desenvolvimento da criança é a inteligência emocional, que através da natação proporciona contato constante com o pai ou a mãe, fortalecendo a afetuosidade entre ambos e a aproximação.

Mas, em uma situação de emergência como cair em uma piscina e não se afogar, uma criança conseguiria lidar com a emoção do momento? Franze garante que a situação estará muito mais segura. “A natação melhora a coordenação motora e proporciona noções de espaço e tempo, ou seja, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para os autos salvamento. Os pais se sentem mais seguros”, conta Franze.

Pelo lado físico, é um esporte que trabalha com todos os músculos. Pelo lado mental e psicológico, nas crianças é uma atividade que quanto mais intensa, maior a sensação de relaxamento, leveza e refrescância. Para os pais, uma preocupação a menos. Os números alertam e chamam a atenção para a necessidade de incluir o esporte cada vez mais cedo na vida de qualquer um.

(*) Publicado originalmente na edição 173 da Revista Pará+.