Monumento Natural Atalaia, em Salinópolis

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), através de sua Diretoria de Áreas Protegidas (DIAP), promoveu Consulta Pública que aprovou a Criação de Unidade de Conservação de Proteção Integral no município de Salinópolis, região nordeste do Pará, na manhã desta sexta-feira (21), na sede da Câmara de vereadores do município. FOTO: RODOLFO OLIVEIRA/ ARQUIVO AG. PARÁ SALINÓPOLIS-PARÁ

* Dilermando Gadelha

O Pará ganhou recentemente uma nova Unidade de Conservação (UC) da Natureza Estadual no município de Salinópolis. A área faz parte da categoria de manejo Monumento Natural e foi criada pelo Decreto estadual Nº 2.077, de maio de 2018. O Monumento será gerido pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio), órgão responsável pela realização dos estudos, consulta pública e preparação dos documentos legais necessários ao processo de criação da unidade.

O Monumento Natural Atalaia possui uma área de 256,58 hectares, aproximadamente 256 campos de futebol, e é formado pelo lago da Coca-Cola e lagos de recarga no entorno, dunas fixas e móveis, a vegetação de restingas, o manguezal e pequenos igarapés. O monumento começa no limite do segundo acesso ao Atalaia, segue ao fundo dos bares e restaurantes da praia, até próximo aos cocais, circunda pelos manguezais e termina no limite das ruas dos conjuntos habitacionais nas cercanias do Atalaia.

A nova unidade de conservação faz parte do grupo de Proteção Integral, aquelas destinadas ao desenvolvimento de estudos e pesquisas científicas, ecoturismo, recreação e lazer, educação ambiental e a conservação da natureza. O espaço não poderá ser usado para moradia e nem para exploração dos recursos naturais.

Segundo Crisomar Lobato, diretor de Gestão da Biodiversidade (DGBio) do Ideflor-bio e coordenador do projeto de criação da UC, o Monumento trará benefícios para o município de Salinópolis e também para os turistas que utilizam o espaço para férias e veraneio.

“O objetivo básico do Monumento Natural é preservar sítios naturais raros e singulares, como os lagos e as dunas, que são únicos na área. Além disso, com a Gestão da UC, o espaço será organizado e ordenado, terá infraestrutura e equipamentos que melhorarão o uso público e a educação ambiental dos frequentadores da praia, além de garantir a conservação desse Monumento de riquíssima beleza cênica”, afirma o diretor.

Para a criação da UC, a DGBio realizou estudos técnicos, além da consulta pública, em Salinas, para a apresentação da proposta de criação do Monumento. Os estudos compreendem o meio físico (geologia, relevo, solo, hidrografia e clima), o meio biótico (animais e plantas), estudos socioeconômicos e questão fundiária. Os estudos iniciaram em 2011, com o levantamento de recursos hídricos, principal elemento da UC. Já a Consulta Pública, baseada nos dados levantados nos estudos, foi realizada em 2014, com aprovação unânime por aclamação e uma abstenção.

FOTOS  Geraldo Ramos/ Arquivo Paratur, Cristino Martins, Rodolfo Oliveira/Ag. Pará