Micro e pequenos empresários começam a sacar recursos do Fundo Esperança

Dona de um pequeno comércio de alimentos, Silvani Lima Gadelha foi uma das primeiras a receber os recursos do Fundo Esperança, criado pelo Governo do Pará com o objetivo para apoiar micro e pequenos empreendedores que estão sentindo os impactos da pandemia de Covid-19 nos lucros. “A gente, que é pequeno, já está sentindo na pele, mesmo no início. Tudo que vier nesse momento é bem-vindo. Sou imensamente agradecida, porque sei que sou minoria. Sempre trabalhei para ter meu recurso próprio, e ele veio mesmo como esperança”, declarou. No total, estão disponíveis R$ 200 milhões em crédito, com limite de R$ 15 mil por solicitante, juros de 0,2%, carência de 60 dias para o primeiro pagamento e até 36 meses para quitação total.

O governador do Estado, Helder Barbalho, explicou que a criação do Fundo significa o reinvestimento dos dividendos (lucros) da instituição financeira. “São recursos que servem para pagar folha de pessoal, fazer obras. A decisão de reinvestir em microcrédito é porque temos um problema na atenção à saúde, mas precisamos dar oportunidade para as pessoas continuarem a ter sua renda”, detalhou Helder Barbalho. Inicialmente previsto em R$ 100 milhões, o volume de recursos acabou duplicado por determinação do chefe do Executivo estadual diante da demanda.

Foto: Bruno Cecim / Ag.ParáDe acordo com Brasilino Assunção, presidente do Banco do Estado do Pará (Banpará), a linha de microcrédito se tornou uma prioridade, com saques liberados uma semana depois de sua formalização, para garantir as medidas de isolamento social com o mínimo de sacrifício ao pequeno empresário. “Iremos massificar essa liberação. Essa ação inovadora e estratégica, tanto para a capital quanto para o interior do Estado, ajuda o pequeno, o microempresário e o trabalhador do mercado informal a atravessar essa fase da pandemia”, afirmou.