Investimentos estaduais no setor agrícola refletem em mais empregos

Os últimos 12 meses no setor agropecuário registraram saldo positivo na geração de empregos. Entre maio de 2021 e abril deste ano, foram registradas 26.591 admissões, contra 21.811 desligamentos no Pará, um saldo positivo de 4.780 postos de trabalho.

A análise foi feita pelo Observatório do Trabalho do Estado do Pará, parceria entre o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e o Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster).

Com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, no mês de abril, houve um recuo com 2.142 contratações e 2.382 desligamentos, representando uma queda de 240 postos. No entanto, o Pará ficou bem colocado entre na região Norte, de janeiro a abril deste ano. Foram 10.338 admissões frente a 9.444 desligamentos, um saldo positivo de 894 postos de emprego.

“Quando fazemos a análise dos quatro primeiros meses do ano e dos últimos 12 meses, o setor mostra um crescimento significativo e um saldo positivo de quase 5 mil postos de trabalho. O Pará é o Estado que mais gera emprego com carteira assinada no setor. É visível que a produção agrícola vem crescendo ano a ano, com o cacau, a soja, o boi e o açaí”, explica o técnico do Dieese, Everson Costa.

De acordo com João Ramos, titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Agropecuário e da Pesca (Sedap), as ações do Governo do Estado contribuem para a geração de emprego e renda no setor.

“O saldo positivo de empregos formais na agropecuária paraense ilustra os bons resultados dessa área alcançados através de um conjunto de medidas promovidas pelo governo estadual, que vão desde o apoio a cooperativas de produtores à entrega de equipamentos em diversas regiões do Estado e destinados ao auxílio principalmente na agricultura familiar. Além disso, também foram firmadas parcerias com as prefeituras para fomentar ações de produção sustentável, buscando a inserção dos municípios e facilitando a logística para o fomento das atividades produtivas com os agricultores familiares que aderiram à iniciativa”, pontua o secretário.

Para o Dieese, este crescimento no setor tende a permanecer. “Se tivermos além da produção agrícola, a agregação de valor, a nossa indústria de alimentação pode ser forte ligado às atividades no campo. O mercado nesse segmento segue aquecido, há uma expectativa positiva mesmo com toda a conjuntura desfavorável, o estado vem apresentando oportunidades de crescimento econômico, tem uma rigidez fiscal e uma nota de crédito entre as mais altas e isso atrai investimentos”, analisa Everson.

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