Hospital paraense reforma centro de hemodiálise

Já imaginou depender uma máquina para viver? É esse o cotidiano dos pacientes com insuficiência renal crônica, atendidos no Serviço de Terapia Renal Substitutiva (STRS) da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (FHCGV).

A senhora Altamira Garcia, de 64 anos, frequenta o hospital três vezes por semana para receber o tratamento. Ela chega por volta de 8h e, por quatro horas, fica conectada a máquina de hemodiálise.

“É muito difícil, já faço hemodiálise há um ano, acompanhei essa reforma desde o início e eu gostei muito de como ficou a sala, melhorou bastante”, comemora a paciente. E justamente para melhorar o atendimento e acolhimento aos pacientes, a FHCGV entregou, no Natal, a reforma da ala de hemodiálise. O setor foi ampliado, reorganizado e modernizado, tornando o período de tratamento desses pacientes mais agradável.

Segundo a diretora da Gerência Técnica Hospitalar, Dra. Alessandra Bentes, todas as salas de reuso foram reformuladas e adequadas às normas técnicas, essas salas são um espaço de reprocessamento dos dialisadores.

“A ala toda foi reformada, temos uma pintura nova, tratamento do piso e do forro, foram instaladas mais tomadas, as salas de reuso readequadas, foi feita uma copa para os servidores e uma sala de descanso, além da reforma e adaptação dos banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais.

Também foi criada uma sala de máquinas, para máquinas que estão paradas ou precisam de assistência e manutenção, e a sala de emergência também foi revitalizada, com ponto de diálise” conta a diretora.

O investimento para a reforma da área e compra dos materiais novos foi de mais de R$ 600 mil, recurso assegurado pelo Governo do Pará. Segundo a chefe do STRS, Dra. Salomé Soares, o setor conta com 15 máquinas de diálise que funcionam de segunda a sábado, em três turnos, manhã, intermediário e tarde.

“A FHCGV atende 66 pacientes ambulatoriais pacientes renais crônicos e todos os pacientes internados no hospital, que necessitem de tratamento de diálise, além de crianças internadas na UTI. A nossa média é de mil sessões de diálise por mês e essa reforma melhora tanto o atendimento do paciente como o trabalho da equipe”, explica a médica.

Hemodiálise

É um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, ou seja, faz parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos.

Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, uréia e creatinina. Em média cada paciente realiza três sessões de hemodiálise por semana, que dura cerca de 3 a 4 horas.