Funbosque capacita comunidade em manejo de abelha sem ferrão

O encerramento do curso básico de Meliponicultura na Escola Bosque foi marcado pela visita técnica em um meliponário da Ilha de Outeiro, nesta sexta-feira, 5.

A capacitação é uma iniciativa da Fundação Escola Bosque (Funbosque) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e visa fomentar a criação de abelhas sem ferrão e a capacitação da população da ilha de Caratateua.

A atividade faz parte do projeto Meliponário Pedagógico, voltado para os alunos e para pessoas da comunidade, com objetivo de disseminar a existência de abelhas sem ferrão, os benefícios na polinização e no reflorestamento das florestas brasileiras.

Sustentabilidade

O curso é uma oportunidade da comunidade aprender sobre o cuidado com as abelhas e futuramente empreenderem em uma atividade sustentável, tendo possibilidade de renda extra para as pessoas da comunidade de outeiro.

“Antes eu não sabia sobre a importância das abelhas. Cheguei até a queimar enxame nas minhas plantas, mas agora depois dessa capacitação tenho um novo olhar. O conhecimento leva a gente a ter atitude diferente”, contou Tereza Moura, moradora da ilha.

Com carga horária de 40h, o curso foi realizado com teoria e prática sobre o manejo das colmeias, do meliponário, os tipos de abelhas sem ferrão, produtos e subprodutos, passando ainda, por modelos de caixas e a importância delas para o meio ambiente.

Motivação

Segundo a instrutora do Senar, Janete Gomes, em dez anos na atividade essa foi a primeira turma que ela percebeu o quanto eles ficaram motivados.

“Eu senti que 100% da turma ficaram realmente interessados em entrar para atividade de meliponicultura. Fico feliz por ter sensibilizado todos para a importância da abelha sem ferrão”, relatou a instrutora.

Tripé – A Funbosque busca formar sujeitos críticos, ecológicos e poéticos, com base no tripé ensino-pesquisa-extensão, articulando escolarização, meio ambiente e comunidade, desenvolvendo projetos de impacto socioambiental.

A Fundação também proporciona a formação em rducação ambiental desde o início de seu currículo, que vai da alfabetização ao ensino técnico, médio e atualmente a graduação em Geoprocessamento, que consolida o diálogo entre saberes científicos e comunitários.

“Esse é um momento histórico. A escola escreveu em sua lei de criação que ia capacitar profissionais para propagarem a educação ambiental e estamos vendo isso acontecer. A instrutora Janete que já foi aluna da Fundação, hoje é propagadora desse conhecimento de meliponicultura, que ajuda na conservação ambiental”, destaca o professor Mauro Torres, coordenador do projeto Agentes e Monitores Ambientais (AMA).

Texto: Amanda Cardoso

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