FAO lança ferramenta que ajuda a reverter perda florestal e combater mudanças climáticas


Tecnologia traz uma combinação de dados geoespaciais, como o Google Earth, com software de processamento de dados; inovação deve ajudar países a cumprirem compromissos da COP26 para conter perda florestal e desmatamento; investimento veio de diversos doadores, com destaque para o governo norueguês

 

Mulher vende batatas no Peru.
Foto: © IFAD/P. Vega
Mulher vende batatas no Peru.
A Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas, FAO, apresentou ferramenta para produção de dados sobre florestas e uso de terras.Parte da segunda fase do projeto Sistema de Acesso a Dados de Observação da Terra, as análises produzidas podem apoiar diretamente esforços para geração de dados geoespaciais precisos, essenciais para reduzir o desmatamento e degradação.

Mudanças climáticas

De acordo com a FAO, a novidade combina infraestruturas de dados geoespaciais, como o Google Earth, com software de processamento de dados de código aberto.

A inovação apoia que os setores antecipem os impactos das mudanças climáticas, evitem a perda de biodiversidade e protejam as florestas.

O lançamento ocorreu durante uma conferência anual organizada pelo Google, voltada para organizações sem fins lucrativos, cientistas, agências governamentais.

A diretora da Divisão Florestal da FAO, Mette Wilkie, lembrou que durante a COP26 mais de 140 países, representando cerca de 90% das florestas do mundo, se comprometeram a trabalhar juntos para deter e reverter a perda florestal e a degradação da terra até 2030.

Segundo ela, informações transparentes e precisas sobre a situação e as tendências das florestas e do uso da terra dos países serão fundamentais para alcançar esta declaração ambiciosa.

Manejo florestal sustentável também é considerado um meio para construir economias e sociedades resilientes
Foto: FAO/Xiaofen Yuan
Manejo florestal sustentável também é considerado um meio para construir economias e sociedades resilientes

Investimentos

Foram doados cerca de US$ 15 milhões para o projeto, com uma contribuição inicial da Iniciativa Internacional para o Clima e as Florestas da Noruega, com US$ 10 milhões.

O ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Espen Barth Eide, afirmou que o projeto ajudará os países com florestas tropicais a aproveitar ao máximo a melhoria constante do acesso aos dados de satélite.

Assim, estas nações serão capazes de implementar políticas ambiciosas de uso sustentável da terra para proteger as florestas.