Emoções e lembranças marcam a reexibição do filme Chama Verequete, 20 anos após a estreia

A reexibição do filme Chama Verequete foi marcada pela emoção, lembranças e muita alegria. O curta-metragem, que conta a história do mestre de carimbó, foi exibido no Cine Líbero Luxardo, na noite desta segunda-feira, 14, após 20 anos a estreia em 2002.

A sessão faz parte do projeto Chama e Canta Verequete, organizado pela Prefeitura de Belém, que vai desenvolver um programação especial em comemoração ao mestre do carimbó.

Sessão – A exibição reuniu familiares e amigos do artista paraense, os diretores do curta e o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, que se emocionaram com cada cena.

Após a sessão, um bate-papo para falar sobre a produção e a importância da obra foi realizado com a participação dos diretores Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira; os filhos de Verequete, Lucimar e Augusto Rodrigues; além do prefeito Edmilson Rodrigues.

Primordial – O cineasta Luiz Arnaldo Campos lembrou da estreia em 2002 e destacou o edital da Prefeitura de Belém, na época, que foi primordial para a construção da obra.

“Foi por meio do edital que conseguimos fazer o filme, o nosso projeto foi um dos contemplados. Estou sentido a mesma emoção que senti 20 anos atrás, no Cine Doca Boulevard. Sentei ao lado do mestre, ele foi aplaudido de pé”, recordou Luiz Arnaldo.

Em várias cenas do filme uma jovem aparecia ao lado do mestre dançado carimbó, era Lucimar Rodrigues, filha do Verequete, que lembrou com carinho das filmagens.

“Parece que 20 anos passaram correndo. Fiquei me lembrando de tudo que aconteceu, dele feliz. Todo mundo, trabalhadores cansados, mas se divertindo”, contou.

O mestre e o carimbó – Um dos diretores do filme, Rogério Parreira, comentou sobre como o carimbó e o mestre se completam. “O carimbó é uma das formas de manifestações culturais que representam o povo paraense. Materializar no curta-metragem um pouco da história do Verequete que se mistura com a do carimbó”.

O documentário foi premiado, na época da estreia, com o Kikito de Ouro, no Festival de Gramado, como Melhor Trilha Sonora, lembrou o prefeito Edmilson Rodrigues.

Reconhecimento – “A obra foi premiada no mais importante Festival do Brasil, de Gramado, onde participam filmes de todo país e até internacionais. É o reconhecimento da obra, feita por Luiz Arnaldo e Rogério Parreira, e também do Verequete. O Pará tem uma força cultural muito grande. O mestre é eterno, o carimbó não morreu e nunca vai morrer”, lembrou o prefeito.

A auxiliar administrativa Suelem Assunção, de 32 anos, que costuma frequentar o Cine Líbero Luxardo, ficou encantada com o filme. “Muito grata por essa oportunidade de conhecer a história do Verequete. Eu percebi, ao longo do filme, o quanto é importante a cultura estar presente em todas as manifestações”, comentou.

Serviço – A programação especial, para comemorar os 20 anos de exibição do curta segue na quarta-feira, 16, no anfiteatro dos Memorial dos Povos, com exibição do filme e roda de conversa, às 16h.

No domingo, 27, um roda de carimbó, na Feira do Açaí, a partir das 17h, fecha a programação especial.

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