Emater implanta banco de produção de semente de mandioca em Cachoeira da Serra

O projeto foi instalado há seis meses na propriedade do agricultor Mauro Silva (ao centro), na comunidade Esperança IV, pela Emater
O projeto foi instalado há seis meses na propriedade do agricultor Mauro Silva (ao centro), na comunidade Esperança IV, pela Emater

Um campo de produção de sementes de mandioca é a alternativa para a diversificação da produção de 34 famílias de Castelo dos Sonhos e Cachoeira da Serra, distritos de Altamira, na BR-230 (Transamazônica). O projeto foi instalado há seis meses na propriedade do agricultor Mauro Silva, na comunidade Esperança IV, pela Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), beneficiando agricultores locais que, até então, vivam exclusivamente da pecuária de corte.

A área recebeu 12 mil sementes de duas variedades, adaptadas à região e resistentes a pragas e doenças, entre elas a inajá. A produção do campo já começa a ser distribuída a partir de outubro deste ano. Dependendo do espaço para a produção e da aptidão, os produtores podem receber, individualmente, até 500 mudas. A expectativa da Emater é que cada agricultor dedique uma área de pelo menos quatro hectares para a produção do tubérculo.

Os plantios devem acontecer substituindo as áreas antigas de pasto e sem necessidades de abertura de novos espaços. “Começaremos um trabalho de recuperação dessas áreas que estão em processo de degradação. Apostamos no projeto porque as áreas são propícias para a produção da mandioca”, diz o técnico da Emater, Leonardo Vieira. Hoje praticamente tudo o que é consumido nos distritos é importado e chega de outras regiões, como Santarém, no oeste paraense.

A diversificação da produção foi pensada para a garantia da segurança alimentar, mas também para abastecer uma agroindústria de farinha, que já no próximo ano deve ser instalada em Castelo dos Sonhos. A fábrica tem capacidade de processamento de 80 quilos de farinha por dia. O projeto traz assinatura da Emater e foi desenvolvido a partir de um diagnóstico realizado na região que demonstrou a viabilidade econômica da atividade. “A produção daqui vai abastecer o estado do Mato Grosso, uma vez que estamos na fronteira, além do mercado local e municípios ao longo da BR-163. Posteriormente queremos ingressar esses produtores no Programa de Nacional de Apoio à Merenda Escolar”, diz o técnico da Emater, Celso Rambo.

Todos os produtores que integrarão o projeto já foram capacitados por meio de uma parceria entre a Emater e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). Por cada hectare de área plantado a Emater espera uma produção de cerca de 40 toneladas de mandioca. A primeira colheita comercial do tubérculo já deve acontecer em janeiro de 2017.

Iolanda Lopes
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará