Educadores municipais participam de encontro sobre leitura inclusiva

A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec), promoveu nesta sexta-feira, 13, o encontro ”Saberes e Dessaberes: Leitura Inclusiva Na Educação Infantil”,  para gestores, coordenadores e professores que desenvolvem o projeto “Baú das Histórias” na rede de ensino.

O evento ocorreu no auditório da Faculdade Estácio de Belém, campus Governador José Malcher. O Sistema Municipal de Bibliotecas Escolares (Sismube) coordenou o evento, que teve o apoio do Centro de Referência em Inclusão Educacional Gabriel Lima Mendes (Crie).

Leitura inclusica – O projeto “Baú das Histórias” tem como temática, este ano, ”A Leitura Inclusiva na Educação Infantil”, atendendo ao desejo dos professores das unidades de ensino municipal que atuam com estudos e pesquisas na área.

Com o objetivo de garantir o acesso à leitura, onde não existe biblioteca se busca incentivar o imaginário e a criatividade, tornando as crianças sujeitos de suas histórias.

Fortalecimento da rede –  A pedagoga e técnica do Sismube, Rejane Hage, diz que a parceria com o Crie é fundamental nas formações educacionais, que ajudam no fortalecimento da rede, no sentido de trabalho integrado, principalmente nas escolas. ”A parceria nos traz todo um suporte pedagógico de conhecimento, por mei de metodologias das oficinas, que enriquecem e fortalecem nosso trabalho com relação à temática de formação. O Crie trabalha a inclusão e nós trabalhamos com o tripé do assessoramento nas unidades”, explica.

Programação –  O professor cego Aguinaldo Barros foi o mestre de cerimônia. Houve apresentação cultural do Sismube e do Crie, a palestra “Estratégias de Leitura Inclusiva”, roda de perguntas em que professores e coordenadores sanaram dúvidas sobre os temas debatidos, sorteios de livros e, finalizando, a convidada especial Telma Cunha recitou um dos seus poemas.

Para a coordenadora Cristina Palmeira, da Escola Casa da Criança Santa Inês, localizada no bairro do Souza, o evento foi enriquecedor, pois na escola onde atua atende crianças da educação infantil de 4 a 6 anos, Jardim I e II, que atualmente têm quatro crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e uma com síndrome de Down.

”Essas formações, no geral, tanto para professores e coordenadores, só faz engrandecer e enriquecer os conhecimentos, porque vai refletir dentro de sala de aula. A parceria entre Sismube e Crie veio para ampliar ainda mais a visão sobre a importância da inclusão dentro de sala de aula, levar para a criança a importância da leitura e do saber”, afirma a professora.

Trabalhando como professora mediadora de leitura na Unidade Pedagógica Santa Rita de Cássia, localizada na Marambaia, Elaine Teixeira conta que a formação foi muito positiva, principalmente para quem é mediador de leitura. ”Na nossa escola temos muitas crianças autistas, outras com problemas motores. Então, essa palestra é de extrema importância porque vamos começar a adaptar as nossas metodologias e, assim, fazer com que a criança cresça ainda mais na leitura”, conta.

A poeta com deficiência motora, Telma Cunha, encantou os participantes. ”Para mim é uma grande alegria essa troca e poder colocar asas nos meus leitores. Quando escrevo para crianças com deficiência, eu procuro abordar o tema da pessoa com deficiência que é justamente para desmitificar esse vazio que inventaram que é o defeito. Acho que combater esse vazio da igualdade é o grande passo para a inclusão, porque não precisamos ser igual, eu acredito, que no dia que o mundo tiver acessibilidade pouco vai importar se eu ando de cadeira de rodas ou se ando com pernas, é o mundo que tem que se adequar”, destacou.

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