Cultivo de plantas não convencionais é destaque na Fundação Escola Bosque

Plantas alimentícias não convencionais são plantas com potencial alimentício e desenvolvimento espontâneo, porém não são consumidas em larga escala ou são utilizadas apenas em determinada região. O cultivo das plantas compõe o projeto Horta do Conhecimento desenvolvido na Fundação Escola Bosque (Funbosque) e, dentro dos objetivos do projeto, a instituição abre espaço para que a comunidade vivencie essa experiência.

Assim, a maioria das mudas que são cultivadas dentro da escola é distribuída para a comunidade como forma de incentivar o cultivo desse alimento entre as famílias. Os estudantes fazem aulas na horta para aprenderem tudo sobre o cultivo dessas plantas e seus benefícios.

A coordenadora do projeto Horta do Conhecimento, Mary Silva, destaca a importância de ter alunos aprendendo a lidar com esse cultivo e também de essas plantas chegarem à comunidade.

“Quando se trabalha uma aula de semeio, a criança consegue desde muito cedo vivenciar na prática como é boa a relação com a natureza. E quando fazemos essas mudas alcançar a comunidade é para que eles entendam o valor desse alimento, a importância de o cultivarmos, de o consumirmos no dia a dia, de se ter a própria horta em casa”, avalia.

Atualmente são cultivadas na Fundação Escola Bosque as espécies chicória, alfavaca, jambu, vinagreira, cariru, além de outras que também são regionais como a taioba e o ora-pro-nóbis, todas muito ricas em nutrientes.

Chamadas de não convencionais por não serem encontradas em lugares comuns como feiras e supermercados, essas plantas já são comercializadas em espaços como as feiras orgânicas realizadas por produtores rurais.

“Na rua que eu moro o projeto Horta já esteve levando mudas e mostrando para a comunidade a importância de plantar seu próprio alimento. Acredito que nós perdemos um pouco o hábito de estar usando essas plantas no dia a dia, que foi algo que nossos avós e pais utilizavam muito.Lembro que fazíamos salada com caruru, taioba. Parece que foi se perdendo um pouco. Eu ainda costumo trazer isso pro meu dia, utilizo muito essas plantas em casa, na minha alimentação e tenho horta na minha casa, o que me ajuda muito”, conta Rosilda Santana, moradora da Rua Piquiarana, no distrito de Outeiro.

Para a nutricionista Fernanda Araújo, é importante a inclusão dessas plantas na alimentação. “O consumo das plantas alimentícias não convencionais se integram perfeitamente ao contexto de uma alimentação mais diversificada, nutritiva e equilibrada, que fornece grande quantidade de nutrientes essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo”, afirma.

São exemplos de plantas não convencionais a taioba; rica em ferro, compostos antioxidantes, vitamina C, B6 (piridoxina) e B9 (ácido fólico) e ainda o cariru; que possui alto teor de proteínas, ferro, zinco, fósforo e vitamina A.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui