2021 tem uma bela listinha de resoluções para por em prática. Pelo menos quando o assunto é sexo e tecnologia. Prova disso é que o principal evento de tech do planeta, a CES, está repleta de sex toys entre os anúncios. Entre os expositores da edição deste ano, estão pesquisas sobre a relação entre covid e sexo, gadgets de combate a precocidade e, o uso da tecnologia para ajudar os solteiros.

A relação da CES com a sex tech é conturbada: iniciada em 1967, a feira só recebeu uma empresa de tecnologia adulta pela primeira vez em 2011, com a marca Ohmibod. E mesmo nessa última década, faltou naturalidade em relação ao assunto. Estes tipos de produtos eram tratados sem muito destaque no evento.

A situação pareceu mudar em 2019, quando Lora Haddock, foi premiada com a honraria Inovation Awards, por desenvolver o gadget Ose — as foi aí que a coisa enrolou de vez, dias depois, a organização voltou atrás e retirou o prêmio. Disse que este produto não se encaixava nem na categoria em que ganhou e nem em nenhuma outra… Pegou mal demais, e os organizadores não só devolveram o troféu quatro meses depois, como determinaram que dali em diante os brinquedinhos seriam bem-vindos aos seus eventos.

Em 2020, o evento encarou de frente pela primeira vez a presença da sex tech. Pessoas trancadas em casa. Novas empresas ligando a área sexual com a tecnologia começaram a pipocar para ajudar os quarentenados espalhados pela Terra — acabando de vez com a dúvida sobre se tecnologia e prazer deveriam se misturar. A edição de 2021 veio para consolidar ainda mais esse sexting.

A emissão precoce é um problema real. No mundo todo, estima-se que pelo menos 20% dos homens sofram do mal. No Brasil, o número é ainda pior: 25%, de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia. Na CES, Jeff Bennett, executivo-chefe e fundador da Morari Medical (empresa que une tecnologia com pesquisas médicas), prometeu lutar contra essas estatísticas. A solução se daria por meio do uso do Delaid (“Atrasado”, em português). Um novo gadget, umabandagem elétrica, com a sacada de utilizar pequenas descargas elétricas para inibir nervos que causam o problema.

Mas tudo ainda segue sem dados oficiais. Mas tal qual muitas das vacinas, isso está para mudar logo logo. O dispositivo está sendo testado com casais que relataram o problema sexual. Os primeiros resultados devem sair até maio.