Em virtude da pandemia de COVID-19, o Ministério da Saúde regulamentou os critérios de isolamento e quarentena para serem aplicados pelas autoridades de saúde local para pacientes com suspeita ou confirmação de infecção por coronavírus. A medida faz parte das ações para enfrentamento da Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) decorrentes do coronavírus. Mesmo para quem não tem suspeita de infecção, recomenda-se manter uma série de medidas de prevenção, sendo o distanciamento social uma das mais importantes.

Neste contexto, a Ilha de Maiandeua, localizada na região Nordeste do Pará, conhecida popularmente como Algodoal, vive uma situação crítica que tem afetado tanto a população humana quanto a população animal. A ilha tem extrema importância no turismo, na economia, na cultura e no meio ambiente do estado do Pará. Destaca-se a importância dos animais para a economia e a cultura locais, uma vez que muitas famílias utilizam as charretes com uso de tração animal (equídeos) como fonte de renda.

Com o distanciamento social dos nativos da ilha, prezando sua saúde, a população, que vive quase exclusivamente do turismo, está passando por dificuldades financeiras em função da queda na arrecadação. “Como grave consequência da situação exposta, os animais utilizados como meio exclusivo para o transporte vêm sofrendo consequências ainda mais graves que a dos os humanos, tendo em vista a falta de verbas de seus tutores na aquisição de alimentação para suprir as necessidades biológicas dos mesmos”, alerta o professor Djacy Ribeiro, da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). A ilha possui entre 60 e 65 equídeos atualmente.

Sensibilizados com a atual situação pela qual passam os equídeos na ilha, diversas instituições estão se mobilizando em uma grande campanha para arrecadação de fundos para aquisição de alimentos na forma de ração balanceada peletizada para equinos tipo manutenção. O Projeto Carroceiro da Ufra e a Divisão Especializada em Meio Ambiente (DEMA – Polícia Civil/PA) estão à frente da campanha, com apoio do Fórum Estadual de Defesa dos Direitos dos Animais, Veterinários da Amazônia e Empresa de Medicina Veterinária Preventiva Júnior – EMEVEP Jr.

A arrecadação financeira será efetuada em conta bancária da EMEVEP Jr., que possui CNPJ e é formada por acadêmicos do curso de Medicina Veterinária da Ufra. Também é possível doar diretamente a ração na sede da DEMA, em Belém.

SERVIÇO: Garantir 5 mil kg de ração industrial balanceada e peletizada para 60 equinos da ilha no período de 30 dias. Planejando oferta diária de 1% PV, resulta em um consumo diário de 162,5 kg/animal.

COMO PARTICIPAR:

  1. Entrega direta de ração na DEMA
  2. Efetuar depósito bancário:
    Banco: 290 – PagSeguro Internet S/A; Agência: 0001; Conta: 02282251-4; CNPJ: 26.459.141/0001-60