Opinião


Sempre declarei meu gostar de Belém, de seus cheiros e sabores, e me pergunto o porquê de não sermos uma cidade turística, já que somos a porta de entrada da Amazônia, temos uma culinária única e pleno acesso ao nosso mundo das águas.
Não entendendo a indústria do turismo, procurei os entendidos, que afirmam que Belém já tem muitas originalidades a oferecer, entretanto, temos de criar uma cultura e uma infraestrutura turística, e penso que o momento é este. Devemos nos unir, todos, independentemente das cores partidárias ou credos religiosos.
Podemos criar um corredor turístico, margeando o rio Pará e o rio Guamá, iniciando no “Ver- o-Rio”, passando pelo Terminal Hidroviário Luiz Rebelo Neto, Complexo da Estação das Docas, seus históricos galpões, restaurantes, bares e teatro, especialmente os antigos guindastes e o anfiteatro construído sobre a memória cabana de nossa Capital.
Unindo todos estes equipamentos, foi concebido o Complexo Belém Porto Futuro, do Governo Federal, que está na 1a etapa de sua construção; a rua de Belém já está conclusa e os demais espaços devem ficar prontos até o final de 2018. O futuro Governador não pode se descurar das etapas seguintes, assim como das atividades fins do Porto de Belém. Porém, alertamos a sociedade belemense sobre os 3 prédios pertencentes ao Governo Federal que serão fundamentais para compor a retroárea deste corredor turístico, que são: o antigo edifício da Receita Federal que está desativado, o edifício do Banco Central que está subutilizado e o histórico Conjunto dos Mercedários.
Como Sociedade, temos que ser protagonistas desta decisão, dando um destino correto a estes 3 imóveis, pois além de compor como corredor turístico, contribuiriam com o renascimento do Centro Comercial de Belém.
Andando pela orla, chegamos aos nossos maiores símbolos: o Complexo do Ver-o-Peso, com sua feira e mercados que merece ser revitalizado e melhor explorado; o Complexo Feliz Lusitânia, composto pela Igreja de Santo Alexandre com seu Museu de Arte Sacra; a Casa das Onze Janelas; e o Forte do Castelo de São Jorge onde, quase que escondido, existe o Museu do Encontro que nos reporta aos nossos antepassados índios Tupinambás que ajudaram os portugueses a construir o Forte do Presépio, nascendo Belém.
Defronte ao Complexo Feliz Lusitânia, está a nossa Igreja Matriz, a Catedral da Sé. Adentrando pela “Cidade Velha”, encontramos a Igreja do Carmo e o Porto do Sal; neste trecho é necessária uma intervenção onde se recupere nossa história. Já na confluência dos rios Pará e Guamá, passando pelo Arsenal da Marinha e pelo antigo Conjunto da Prelazia do Marajó, hoje, Hotel Quinta das Pedras, chegamos ao Complexo Zoobotânico do Mangal das Garças, que é uma síntese da Amazônia, bem ao centro de nossa Capital. Continuando nossa andança, chegamos ao Portal da Amazônia, belíssima janela para o rio Guamá, sempre precisando de carinho para resplandecer em toda sua beleza.

Este deve ser o nosso foco para tornar Belém uma cidade turística. Este Corredor Marginal Turístico será o nosso passaporte para o futuro, com a certeza de que “é socialmente justo, ambientalmente correto e economicamente viável”. Esta é a condição para explodirmos como cidade turística, já que somos a porta de entrada para o Mundo das Águas com seus mitos e lendas.

Engo JOSÉ MARIA DA COSTA MENDONÇA
Presidente do Centro das Indústrias do Pará – CIP

E-mail: mendonca@fiepa.org.br

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