Belém recebe a exposição “A dama do mar não sente ciúmes”

Inspirada no texto do dramaturgo Henrik Ibsen, a artista visual Danielle Fonseca escreveu, em 2016, o texto “A dama do mar não sente ciúmes” que hoje apresenta ao público através de esculturas, fotografias e uma instalação sonora, que conta com a leitura especial da cantora e atriz paulista Cida Moreira.

“A voz de Cida Moreira veio como uma luva, um brinde a este texto. Ela fez uma leitura brilhante, como tudo que faz. O canto mágico da sereia”, conta a artista. “Neste trabalho falo um pouco de memórias, minha relação com a água, o mar e o teatro”, complementa Danielle.

As obras apresentadas nessa exposição têm relação com a artista, mas também pretendem trazer um pouco de poesia e delicadeza ao visitante, expectador. “As duas esculturas que representam os blocos de saída do nadador na piscina contêm os números zero e dez, números onde geralmente nenhum nadador se posiciona nas competições, pois são as bordas onde se formam ondulações, e é nessas ondas-metáforas que a arte está. Nós, artistas, não nadamos sem ondulações”, afirma.

Na mostra, também há uma obra homenagem ao artista John Baldesari, referência para arte contemporânea mundial.

Para escrever o texto crítico da exposição, Danielle convidou a artista visual Keyla Sobral. A revisão do texto “A dama do mar não sente ciúmes”, de autoria dela, contou com a escritora Ivana Arruda Leite. Danielle cercou-se, portanto, de mulheres que são suas referências e completa: “Venho de uma família onde as mulheres são maioria e mais que isso, são as fortalezas nas quais me inspiro também”.

Atualmente, Danielle está com a exposição VAIVÉM, no Centro Cultural Banco do Brasil; a exposição NAZANZA, na Galeria Aymoré, ambas no Rio de Janeiro, e, também, a exposição “Triangular: arte deste século”, na Casa Niemeyer, em Brasília.

Serviço:
Exposição “A dama do mar não sente ciúmes”, de Danielle Fonseca
Até 27 de Março
Casa das Artes, Belém – Pará
Visitação Das 9h as 17h