A Câmara Federal brasileira aprovou o auxílio emergencial de R$ 600 para pessoas de baixa renda durante pandemia do coronavírus (dia 26/03). O projeto segue para avaliação do Senado Federal e depois a sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro.

O auxílio emergencial de R$ 600, por mês, durante um trimestre (podendo ser prorrogado por mais três meses), é destinado à trabalhadores autônomos, desempregados, microempreendedores de baixa renda e, mães que são chefe de família, com objetivo de proteger segmentos mais vulneráveis durante à crise econômica gerada pela pandemia.

OS REQUISITOS

Para ter acesso ao auxílio, a pessoa deve cumprir todos os requisitos abaixo:
– ser maior de 18 anos de idade;
– não ter emprego formal;
– não receber benefício: previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de renda federal que não seja o Bolsa Família;
– renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00);
– não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

A pessoa candidata deve ainda cumprir uma dessas condições:
– exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);
– ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);
– ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico);
– ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.
– ter deficiência e idosos candidatos a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC), de um salário mínimo mensal (R$ 1.045,00)

Será permitido a duas pessoas de uma mesma família acumularem os benefícios: um deste auxílio emergencial e um do Bolsa Família. Se o auxílio for maior que a bolsa, a pessoa poderá fazer a opção pelo auxílio.

Já a renda média será verificada por meio do CadÚnico para os inscritos e, para os não inscritos, com autodeclaração em plataforma digital.

Sobre a renda familiar

Na renda familiar serão somados todos os rendimentos obtidos por todos os membros que moram na mesma residência, exceto o dinheiro do Bolsa Família.

Como o candidato ao benefício não pode ter emprego formal: todos os trabalhadores formalizados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e todos os agentes públicos, independentemente da relação jurídica, inclusive os ocupantes de cargo ou função temporários, de cargo em comissão de livre nomeação e, titulares de mandato eletivo.

Antecipação (deficiência e idosos)

Para pessoas com deficiência e idosos candidatos a receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC – R$ 1.045,00), o INSS poderá antecipar o pagamento de R$ 600 até que seja avaliado o grau de impedimento, no qual se baseia o pedido ou seja concedido o benefício. Essa avaliação costuma demorar porque depende de agendamento com médicos peritos e assistentes sociais do INSS.

Quando o BPC for concedido, ele será devido desde o dia do requerimento, e o que tiver sido adiantado será descontado.

Auxílio doença

De igual forma, o órgão poderá adiantar o pagamento do auxílio-doença, no valor de um salário mínimo mensal, durante três meses contados da publicação da futura lei ou até a realização da perícia pelo INSS, ou o que ocorrer primeiro.

Para ter direito a esse adiantamento, o trabalhador precisará ter cumprido a carência exigida para a concessão do benefício (12 meses de contribuição) e apresentar atestado médico com requisitos e forma de análise a serem definidos em ato conjunto da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia e do INSS.

Forma de pagamento

O auxílio emergencial será pago através de bancos públicos federais, por meio de uma conta do tipo poupança social digital, que será aberta automaticamente em nome dos beneficiários, com dispensa da apresentação de documentos e isenção de tarifas de manutenção.

O beneficiado poderá fazer ao menos uma transferência eletrônica de dinheiro por mês, sem custos, para conta bancária mantida em qualquer instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central.

A conta pode ser a mesma já usada para pagar recursos de programas sociais governamentais, como PIS/Pasep e FGTS, mas não é permitido a emissão de cartão físico, cheques ou ordens de pagamento para sua movimentação.