Lançamento do “Banco de Alimentos” marca o Dia Mundial da Alimentação na Ceasa do Pará

Foco é alimentar quem precisa e reduzir o desperdício nas Centrais de Abastecimento do Pará fazendo doações através da uma de suas modalidades, a de Doação Consumo Imediato (DCI)

Permissionário Allan ScerniFoto: DivulgaçãoNesta sexta-feira (15), a diretoria executiva das Centrais de Abastecimento do Pará (CEASA-PA) realizou a doação de alimentos para entidades assistenciais que trabalham com  projetos sociais voltados ao atendimento a famílias em vulnerabilidade social através do reaproveitamento de alimentos e doação para consumo imediato. O momento remete ao Dia Mundial da Alimentação, comemorado no sábado (16), data que lembra a criação em 1945, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). 

O Banco de Alimentos tem como foco alimentar quem precisa e reduzir o desperdício nas Centrais de Abastecimento do Pará fazendo doações, através da uma de suas modalidades, a de Doação Consumo Imediato (DCI). São frutas, legumes e verduras, com qualidade e potencial nutricional para consumo imediato, para as instituições com projetos que buscam atender pessoas em situação de insegurança alimentar e que devem apresentar o projeto para a Central de Abastecimento.

Através dos permissionários realiza a doação dos produtos, evitando assim o desperdício e por, consequência, a geração de resíduos orgânicos que antes seriam destinados para o lixo. Os critérios para a participação no projeto são informados na administração das Centrais de Abastecimento e o quantitativo a ser distribuído para a população fica condicionado ao que for arrecadado dentro de cada semana, tendo a importante participação de vários parceiros dentro das esferas estadual, municipal, empresarial e também da sociedade civil organizada.

A secretária social da Ong Noolhar, Cris Quaresma, explica que a organização já atua há mais de 15 anos e atende comunidades em Belém, Ananindeua, Marituba e das ilhas.

“É necessário que as atitudes humanas saiam das ideias e se transformem em ações concretas, é este momento quando recebemos estas doações de alimentos só reforça a nossa trajetória como seres humanos trabalhando por um mundo que olha para as pessoas que necessitam. Quando conseguimos transformar a vida de uma pessoa, de uma criança, com perspectivas para um futuro melhor, é fantástico, estamos finalmente, caminhando para a efetivação do nosso papel social”, destaca a coordenadora da Ong Noolhar, que foi uma das primeiras beneficiadas dentro do programa.  

Satisfação em doar

O permissionário Allan Scerni, que trabalha há 15 anos na Ceasa com a venda de batata, cebola, cenoura e repolho, enfatiza que o momento é muito importante para ajudar as pessoas com dificuldades.

Permissionário CláudioFoto: Divulgação“Vivemos um tempo difícil em virtude da pandemia, é mais que um ato de obrigação é uma ato de satisfação como seres humanos, ajudarmos uns aos outros, é hora de estreitar os laços e acolher os que necessitam”, disse.

Para o permissionário Cláudio, que vende ovos e mamão de produção regional, doar é entender a dificuldade que muitas pessoas passam para comprar seus alimentos.

“Em vez de se jogar fora, vamos doar, isso fará a diferença na vida de uma pessoa ou famílias, e com isso dias melhores virão”, arrematou.

Dida Rodrigues diz que fica feliz em poder contribuir com a doação. “É importante se ter em mente que o que não podemos comercializar pode ser reaproveitado para as doações que irão ajudar muitas pessoas”, observou.

Ações que alimentam 

“A doação de alimentos salva vidas”, frisa o presidente da Ceasa do Pará, José Scaff Filho. Ele explica que a insegurança alimentar é uma realidade mundial e a data serve para lembrarmos que combater a fome é um compromisso de todos.

Equipe da ONG NoOlhar recebendo doaçãoFoto: Divulgação“O Governo do Pará tem trabalhado em todas as esferas ações efetivas que venham garantir uma melhor qualidade de vida para a população paraense, e o Banco de Alimentos já iniciou suas ações com as doações para consumo imediato. Essa ação é para saciar a fome de quem precisa, porque a fome dói. Na fase de testes do projeto levamos alimentos para pessoas em situação de vulnerabilidade e no Círio as doações foram para os pontos de apoio que acolhiam os promesseiros que vinham caminhando de Castanhal até a Basílica de Nazaré. Agora com a junção de parceiros, tenho certeza que vamos conseguir levar comida para matar a fome de muitos irmãos, este gesto é relevante para um ser humano”, arremata.

“Hoje vivemos um momento delicado, especialmente, com as consequências da pandemia pela qual todos os países foram afetados”, reforça o presidente sobre os projetos que têm como objetivo combater a fome e atender as pessoas em vulnerabilidade social.

“O Projeto ambiental da Ceasa é composto pelo Banco de Alimentos, a Compostagem e a Cozinha Escola, que são projetos que estão em fase de implementação, em estudos dentro do Governo, com parceiros como a SEMAS e a EMATER para atender a população que mais necessita. É essencial destacarmos que a CEASA entende a segurança alimentar e nutricional tendo como um de seus pilares também o respeito ao meio ambiente, somos em termos de CEASAs o maior cinturão verde do Brasil”, frisa.