Alfabetização inclusiva proporciona melhor rendimento a alunos com deficiências

Possibilitar práticas didáticas que atendam às necessidades de estudantes com algum tipo de deficiência é crucial para o desenvolvimento da alfabetização e, por sua vez, melhor expressão da cidadania. Em algumas escolas brasileiras é possível encontrar profissionais dedicados a apoiar estudantes com necessidades especiais durante o período de aulas.

Monitor de apoio à inclusão há 10 anos em uma escola pública em Belo Horizonte, Marcelo Menino atua ajudando crianças com deficiência. Entre os seus trabalhos, ele desenvolve atividades que possibilitam a independência dos pequenos para ir ao banheiro e brincar, por exemplo, além de adaptar as atividades para que os alunos com necessidades especiais consigam respondê-las.

E isso não para quando ele chega em casa e encontra o filho Nicholas, 8, diagnosticado com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) aos quatro anos de idade. Por conta da experiência como monitor, Marcelo sentiu a necessidade de dar maior suporte ao filho, estudante do ensino fundamental II, matriculando o Nicholas em uma escola particular adaptada para alfabetização inclusiva.

“Um dos motivos da gente ter escolhido a escola particular foi por causa da TDAH, ele precisa de um ambiente onde possa ter melhor concentração. A escola abraçou a causa”, justifica.

Na opinião de Marcelo, a escola está tendo papel fundamental na evolução do filho, que hoje lê e escreve bem, dentro das condições proporcionadas pelo ambiente escolar. “Mesmo na pandemia, a escola está dando todo o suporte necessário e o Nicholas está tendo aulas on-line igual os colegas da turma. Ele consegue acompanhar as aulas e a família vai ajudando também”, destaca.

 

Educação inclusiva é finalista de Nobel da Educação

A professora de Campinas, SP, Doani Bertan é uma das finalistas do Prêmio Global Teacher Prize 2020, considerado prêmio Nobel da Educação. Atualmente trabalha lecionando Português e Libras e mantém um canal no Youtube, o Sala8, onde ela passa conteúdos escolares de maneira acessível para estudantes com dificuldades na sala de aula. A indicação ao prêmio se deu por conta do seu trabalho educação inclusiva.

A inspiração de Doani para tornar-se educadora veio da mãe, e quando se formou se apaixonou pela educação para pessoas com problemas auditivos. Na sua infância, ela copiava os gestos do alfabeto manual que via na televisão e teve facilidade para aprendê-los. Posteriormente, se matriculou em um curso formal de libras até iniciar os estudos em Pedagogia.

Hoje a professora trabalha em uma escola municipal de São Paulo que possui alto índice de evasão escolar. Durante as aulas, ela é atenciosa com cada aluno e faz questão de arrumar as carteiras de forma que os alunos se olhem, se percebam e interajam.

 

Fonte: Agência Educa Mais Brasil