A IMPORTÂNCIA DO OBSTETRA PARA UMA GESTAÇÃO SAUDÁVEL

Acompanhamento é essencial, pois previne complicações durante a gravidez ou no momento do parto

obstetra

A palavra em si já tem um significado emblemático. A obstetrícia vem do latim “obstetrix” – derivada do verbo obstare, que significa ficar ao lado. E o período de gestação é um momento em que as futuras mamães precisam de um profissional da área de saúde para ficar ao lado com o objetivo de amparar e oferecer todo o conhecimento e acompanhamento para viver a maternidade da maneira mais saudável possível.

O médico obstetra tem papel fundamental durante o acompanhamento da gestação, pois é ele quem irá avaliar quais são os cuidados a serem tomados com a paciente e seu bebê no pré-natal, durante e no pós-parto. Para o ginecologista responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, são as consultas e exames realizados regularmente por este profissional que proporcionam à grávida uma previsão de como acontecerá o nascimento, os riscos da gravidez e o desenvolvimento fetal.  “As consultas com o especialista devem acontecer, de um  modo geral, a cada 28 dias até 28 semanas, quinzenalmente até 35 semanas e semanalmente até o parto. Porém, cada caso deverá ser avaliado pelo médico. No momento de dar à luz, o obstetra estará junto à grávida, a fim de realizar todos os procedimentos necessários para um parto com o mínimo de riscos para a mãe e o para o bebê”, explica.

Também é essencial que a paciente e o médico desenvolvam um relacionamento de confiança e muito diálogo, no qual se avalia os riscos durante todo o período de gestação, parto e puerpério, como ressalta Dr. Renato. “No momento de definir o profissional, procure referências com amigos, familiares ou conhecidos. A empatia e a confiança nas recomendações do obstetra são fundamentais para um bom pré-natal”, destaca o especialista.

ACOMPANHAMENTO É IMPRESCINDÍVEL

No Brasil, quando a importância do obstetra ainda não era muito difundida, sobretudo nas áreas carentes, o número de complicações na hora do parto, de mortalidade materna e de problemas com o feto era eram bastante comuns, tornando-se um caso de saúde pública. “Embora a proporção de mortes de mulheres vítimas de complicações durante a gravidez ou do parto tenha caído 43% entre 1990 e 2013 no Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estamos muito longe de atingir as metas do milênio, assumidas em 1990. Ainda morrem no país 69 mulheres a cada 100 mil partos. Pelas metas da OMS, este número não poderia ultrapassar 30 mulheres”, alerta Dr. Renato.