Publicom começa hoje em Belém abordando temas polêmicos na comunicação

730x250

Nesta terça e quarta-feira, 14 e 15, o Encontro de Comunicação do Pará – Publicom Belém 2017 ocorre no Teatro Maria Sylvia Nunes, da Estação das Docas, com palestras, debates, bate-papo e oficinas sobre comunicação, sempre a partir das 14h. Entre os temas abordados nessa edição estão “A produção de conteúdos inovadores na TV brasileira” e “Mídia x Feminicídio”. O evento visa qualificar profissionais e estudantes da área, por meio da troca de experiências e da promoção do networking, discutindo o fazer comunicação no estado. A programação começa com a palestra “A grande reportagem na TV: os caminhos do jornalismo investigativo”, com o jornalista Roberto Cabrini. Com experiência de mais de quatro décadas no jornalismo, ele atualmente é editor-chefe e apresentador do programa Conexão Repórter, do SBT. Já atuou como correspondente internacional em Londres e Nova York, além de já ter recebido diversos prêmios, como Esso e Líbero Badaró. Logo em seguida, o evento vai celebrar os 30 anos da TV Cultura do Pará, durante a mesa “A produção de conteúdos inovadores na TV brasileira”, com a jornalista Adelaide Oliveira, presidente da Cultura Rede de Comunicação; Flávio Gonçalves, diretor geral do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia e Marcos Amazonas, diretor de projetos da TV Cultura de São Paulo, com mediação da jornalista Regina Alves. Flávio Gonçalves avalia que, encontrar conteúdos inovadores tem sido, constantemente, um dos desafios das TVs públicas. “Trabalhamos na TV e na rádio pública da Bahia, na área de conteúdo, com muita diversidade e procurando conteúdos exclusivos. Focamos, por exemplo, na área da música. Em 2016, transmitimos 66 shows de artistas nacionais e internacionais. Em 2017, foram mais de 50. São atrações que chamam atenção e hoje somos a TV e rádio públicas que mais transmite shows. Outra frente é no esporte. Atualmente a TV é a casa do futebol baiano e transmitimos seis campeonatos estaduais femininos e masculinos, além de outros esportes que nunca foram transmitidos por outras emissoras”, detalha o diretor. Gonçalves destaca, ainda, outras ações que têm contribuído para alavancar o conteúdo da TV e da rádio. “Estamos com um projeto de conteúdo colaborativo, feito através do edital ‘Bahia na Tela’, onde serão produzidas 43 obras independentes, com investimento de cerca de 20 milhões de reais em recursos do fundo setorial do audiovisual da Agência Nacional de Cinema. O Governo da Bahia também investiu recursos, a fim de licenciar essas obras para serem exibidas na TV. O edital conta com 23 temas, como juventude, drogas, universo LGBT, terceira idade, esporte e cultura indígena. Recebemos já 200 projetos através do edital e, em breve, sairá o anúncio dos projetos financiados. Tudo isso a fim de mobilizar a sociedade em torno da TV pública, estreitando o contato com produtores para que os conteúdos possam ser exibidos na TV, além da internet, que é o carro chefe atual de produção audiovisual”, detalha o diretor. Outro tema de destaque será “Google Insights e Soluções”, com o gerente de contas da Google para Educação e Governo, Rafael Iapequino. Em seguida, haverá a “Oficina de comunicação: Como vender minha pauta para a imprensa?”, com Ricardo Viveiros e André Mascarenhas, com mediação da jornalista Ana Negreiros. A programação vai contar também com a palestra “O novo videojornalismo para a internet”, com o jornalista, fotógrafo e cineasta, João Wainer. Feminicídio Um dos temas de destaque do segundo dia é “Mídia x Feminicídio”, tema de um bate-papo com a diretora do documentário “Quem Matou Eloá”, de 26 minutos, Lívia Perez, com mediação da jornalista Adelaide Oliveira. O filme será exibido na abertura da programação, às 14h. O curta faz uma análise da cobertura dada pela mídia ao “Caso Eloá”, como ficou conhecida a história da estudante de 15 anos, morta pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, depois de ser mantida refém por ele por cinco dias. Para a diretora do documentário, o “Caso Eloá” traz questões peculiares que deixam explícita a questão da violência de gênero. “Ele traz aquelas questões clássicas encontradas nos casos de violência contra a mulher, que normalmente acontecem dentro de casa, perpetrada por um agressor ligado à vítima, geralmente por um relacionamento abusivo marcado de episódios de agressão. Portanto, qualquer especialista em violência contra a mulher poderia prever o destino fatal de Eloá, considerando os precedentes e as características do crime”, acredita. Logo depois desse bate-papo, haverá uma conversa sobre “Criatividade e influência na Era Digital”, com o youtuber Kevin Albuquerque e os influenciados digitais Bruna Feira, Luly Mendonça e Petterson Farias (mediação); em seguida, o debate será sobre “O jornalismo cultural no mercado contemporâneo”, com a apresentadora do Programa Cultura Livre, da TV Cultura de São Paulo, Roberta Martinelli; a jornalista Marília Feix, da Revista Noize; a diretora do Programa Circuito, da TV Cultura do Pará, Ana Paula Andrade e o jornalista e produtor cultural Marcelo Damaso (mediação). O dia também será dedicado ao debate “Inovação e desafios do design na Amazônia”, com a professora Sâmia Batista e o publicitário Bernardo Magalhães, com mediação do design Filipe Almeida. Às 19h, será a vez de Gil Giardelli, um dos maiores estudiosos da Cultura Digital no Brasil, com mais de 16 anos de experiência, falar sobre “A inovação radical e a Era de Valores”. Novidades Entre as novidades do Publicom Belém 2017, estão as apresentações culturais, que vão ocorrer sempre a partir das 20h, no anfiteatro São Pedro Nolasco, resultado da parceria do Encontro com as comemorações pelas três décadas de existência da TV Cultura do Pará. Nesta terça, o grupo de carimbó Sereias do Mar e o músico Lucas Estrela vão se apresentar. No dia seguinte, 15, será o Trio Manari e Dona Onete. Outra novidade do Publicom Belém 2017 será apresentação do resultado da 4ª edição do “Prêmio de Jornalismo em Turismo Comendador Marques dos Reis”, iniciativa da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo do Pará (Abrajet Pará), com o apoio das Secretarias de Turismo e Comunicação do Pará, da Abrajet/Nacional e do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor/PA). As inscrições e o credenciamento são gratuitos, sendo necessário apenas levar um livro novo ou usado para ser doado para a Campanha do Governo do Estado de Incentivo à Leitura. A participação no evento dará direito a certificado de 12 horas, emitido de forma virtual e direcionado para o email utilizado no momento da inscrição. Toda a programação do Publico Belém 2017 será transmitida pelo Facebook da Secom. Serviço: Publicom Belém 2017. Dias 14 e 15 de novembro, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, a partir das 14h, com palestras, oficinas, debates e shows culturais no anfiteatro São Pedro Nolasco. Credenciamento: dia 14, das 12h às 14h. Mais informações sobre o Publicom e inscrições para o evento estão disponíveis através do site www.publicompa.com
Agência Pará de Notícias

COMPARTILHAR