LEED® Shopping Bosque Grão-Pará: inovação e sustentabilidade para a população de Belém

O primeiro LEED Prata da região Norte do país!

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O Shopping Bosque Grão-Pará, idealizado e realizado pelo grupo JCC e Calila Participações, surpreendeu ao receber em março deste ano a certificação LEED em nível superior ao inicialmente estabelecido como meta. O Shopping conquistou o LEED® C&S Silver, o primeiro Prata da região Norte do país!

Localizado na Avenida Centenário, no bairro de Val-de-Cans, em Belém (PA), o Bosque Grão-Pará traz um estacionamento com 2.300 vagas, 225 lojas satélites, 10 lojas âncoras, 5 mega stores, 6 salas de cinema (stadium), uma praça de alimentação espaçosa e confortável com mais de 30 operações e uma vista privilegiada para o Parque Ambiental. Em um terreno de 125.000 m², com 72.000 m² de área construída, o shopping privilegiou um projeto de arquitetura moderno, de autoria da Paulo Chaves Fernandes Arquitetura, que destaca as áreas verdes.

O Shopping – construído no cruzamento estratégico da recém-aberta Avenida da Independência com a Avenida dos Trabalhadores e vizinho a dois dos mais bem qualificados condomínios residenciais horizontais de Belém – servirá como âncora do maior empreendimento imobiliário a ser erguido em Belém nos próximos anos, o Cidade Cristal. Por esta razão, todo o empreendimento foi concebido para buscar a certificação LEED, com orientação e consultoria green building do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações), e assim levar inovação e sustentabilidade à população de Belém.

Visão do empreendedor

A certificação LEED nos Shoppings Centers do Grupo JCC (além Shopping Bosque Grão- Pará, a do Shopping Bosque dos Ipês) tem sido uma experiência muito construtiva, uma vez que os valores de respeito ao meio ambiente e a cultura do uso eficiente dos recursos naturais e da energia já faziam parte da estratégia da empresa. As diversas metodologias introduzidas na obra e operação dos empreendimentos, através do processo de certificação, vieram para reforçar e concretizar essas práticas, e vários processos de monitoramento e controle foram aplicados em outros empreendimentos da empresa, que ainda não tiveram a oportunidade da certificação LEED.

“O mercado de shopping centers, nos últimos anos, foi superofertado de novos lançamentos tornando-o muito mais competitivo. Todos os diferenciais são importantes para o posicionamento do empreendimento frente aos concorrentes. A certificação LEED não é apenas um instrumento de marketing que comprova o respeito da empresa pelo meio ambiente”, destaca Rommel Gurgel, Gerente de Projetos da JCC.

No setor de shopping centers, é fundamental a manutenção de baixos custos de operação e manutenção, o que se dá através do uso racional da água, da energia, de sistemas ultra eficientes de refrigeração e reaproveitamento de resíduos. “Dessa forma, a certificação é um instrumento poderoso ao recomendar o baseline das melhores práticas internacionais nesse contexto”, completa Gurgel.

Os desafios na etapa de obras do Shopping

As premissas de sustentabilidade do Shopping se destacaram em temas relacionados à implantação do empreendimento no terreno, passando por economia de água e energia, gestão de materiais com atributos de sustentabilidade e de resíduos sólidos, além da preocupação com a qualidade interna do ar a que os visitantes do shopping estão submetidos.

O maior desafio, no entanto, foi sem dúvida a gestão ambiental durante a fase de obras, item que superou as expectativas iniciais do projeto.

Segundo Renato Salgado, consultor do CTE neste projeto, “foi verificado, já na etapa de diagnóstico, que o alto índice pluviométrico de Belém, aliado a uma grande área onde seria necessário realizar movimentação de terra e troca de solo, poderiam dificultar o atendimento de alguns requisitos da certificação LEED, como, por exemplo, o controle da poluição gerada pelas atividades de construção e da contaminação do solo por produtos químicos comumente utilizados em obras da construção civil”.

Diante de tais desafios, as equipe do CTE e da construtora CMM, responsável pela execução da obra, definiram uma série de estratégias para minimizar os impactos ambientais da etapa de obra. O controle da saída de sedimentos e o sistema de drenagem provisório de obra foram algumas das estratégias utilizadas para evitar que sedimentos fossem carreados para o sistema de drenagem público e posteriormente para os rios da região.

A estação de tratamento de água compacta, por exemplo, foi aproveitada de uma instalação industrial e reaproveitada na obra para remover partículas sólidas presentes da água da chuva em contato com o solo, permitindo o desenvolvimento das etapas de coagulação, floculação e decantação.

Sistema de tratamento de água

Outra estratégia utilizada foi a de armazenamento e aproveitamento do Topsoil, em uma área de aproximadamente 123 mil m². Este procedimento gerou economia de recursos financeiros, uma vez que não foi necessário remover um volume de 560 m³ de solo do canteiro, nem importar solo para as áreas de paisagismo final do empreendimento, visto que este material foi utilizado para este fim. Esta estratégia, inclusive, conquistou o prêmio Milton Vargas, da revista Fundação e Obras Geotécnicas, na categoria Sustentabilidade.

Armazenamento e aproveitamento do Topsoil

Como Belém ainda não contava com um programa municipal de coleta seletiva na época das obras do Shopping, as equipes da construtora e do CTE realizaram uma pesquisa em todas as empresas de reciclagem da região, além de cooperativas de catadores de resíduos, para que os resíduos gerados na construção do empreendimento pudessem ser destinados para a reciclagem e obtivessem o maior aproveitamento possível. Assim, mais de 6 mil m³ de resíduos recicláveis foram enviados para a cadeia da reciclagem de resíduos sólidos, o que representa 81,3% do total gerado pela construção. Uma das práticas estabelecidas de reaproveitamento foi também a de trituração dos resíduos de madeira na própria obra, reutilizados posteriormente em pequenos fragmentos (cavaco) no paisagismo.

Veja os principais diferenciais de sustentabilidade do Shopping Bosque Grão-Pará

Mobilidade urbana – Com o objetivo de incentivar o transporte público e alternativo, foram criadas passagens e calçadas para facilitar o acesso de pedestres da entrada do Shopping até os pontos de ônibus existentes e os que foram criados. Foi construído bicicletário com capacidade para 140 bicicletas para funcionários e usuários e um vestiário para atender este público. Além disso, 135 vagas foram demarcadas para veículos de baixa emissão e baixo consumo (etiquetas estabelecidas pela IBAMA e INMETRO) com intuito de incentivar o uso de veículos menos poluentes na cidade. As vagas foram posicionadas próximas dos acessos, respeitando a proximidade exigida para portadores de necessidades especiais e idosos.

Impacto na vizinhança – Com o objetivo de reduzir o impacto ambiental de ilhas de calor (fenômeno que decorre do aumento da temperatura nas grandes cidades devido ao elevado grau de urbanização e utilização de materiais como asfalto), foram especificados pisos drenantes intertravados de concreto cinza claro. O uso desse tipo de pavimento também auxilia na drenagem da água da chuva e infiltração no próprio terreno.

Economia de água – As estratégias para economia de água envolveram a especificação de louças e metais sanitários de alta eficiência e baixo consumo de água, o aproveitamento e tratamento da água da chuva para utilização em fins não potáveis, além do tratamento e da utilização das águas cinza geradas no empreendimento (com uso destinado para as áreas verdes do paisagismo). Através destas práticas, o empreendimento estima reduzir cerca de 66% o uso de água potável na edificação, sendo 100% da água utilizada no paisagismo.

Economia de energia – Através de premissas de arquitetura, como orientação do empreendimento, aproveitamento de luz natural, especificação de materiais como vidro e materiais da fachada com elevado isolamento térmico e luminárias, e equipamentos de ar-condicionado (tanques de acumulação de água gelada e unidades de recuperação de calor) de baixo consumo energético, foi possível estimar uma economia de 17,67% no consumo de energia.

CONHEÇA O SHOPPING BOSQUE GRÃO-PARÁ

 

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