Fórum de municipalização discute pontos vitais do trânsito

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Em seu segundo e último dia, o I Fórum de Municipalização de Trânsito discutiu o tripé educação, engenharia e fiscalização, considerados pontos vitais para o funcionamento de um sistema de trânsito eficiente, seja nas grandes metrópoles ou nos locais que estejam pleiteando a municipalização. A diretora da Escola Pública de Trânsito (EPT) de São Paulo, Rosana Néspoli, falou sobre a possibilidade desses municípios também implementarem suas escolas de trânsito. “Nossa grande indagação hoje é saber se o modelo pedagógico que adotaremos estará pronto para lidar com essa sociedade já diferenciada, sob efeito de ansiedade, intolerância e indiferença”, questionou Néspoli, que palestrou sob o tema “Como pensar a EPT municipal”. O coordenador de educação do Detran Pará, Valter Aragão, ressaltou as dificuldades de implementar uma educação de trânsito, que sempre é relegada a segundo plano. No entanto, elogiou medidas da atual de gestão, sendo a principal, o resgate da Escola Pública de Trânsito do Pará, após 17 anos de paralisação das atividades. Ele defendeu que a municipalização, no futuro, torne as ações de educação descentralizadas, até porquê no Pará a geografia e a diversidade cultural dificultam sobremaneira esta atividade. Ainda pela manhã, falaram o tenente coronel Erick Miranda sobre o papel do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) – como órgão norteador da municipalização em todo o Estado – e a engenheira em Transportes, Maisa Tobias, sobre a fiscalização como mecanismo na prevenção de acidentes.  Distância – Muitos palestrantes citaram as dimensões continentais do Estado e lamentaram o fato de somente 54 municípios estarem hoje municipalizados. Constantemente citado, o município de Jacareacanga, distante 320 quilômetros de Itaituba, fez questão de mandar representante ao fórum. O coordenador de Trânsito Benecleides Sousa Batista elogiou a realização do Fórum, que para ele vai reforçar a disposição da gestão em municipalizar o trânsito em Jacareacanga. Ele também afirmou que algumas exigências para a municipalização já foram cumpridas, como a criação da Junta Administrativa de Recurso de Infração (JARI) e a regulamentação de autuações. ”Creio que até abril de 2018 poderemos assinar enfim o convênio”, apostou. 
Agência Pará de Notícias

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