Defensoria Pública realiza visita em unidades com atendimentos a hanseníase.

 Na quarta, dia 05/06, a Defensoria Pública do Estado do Pará, por meio dos Núcleos de Defesa dos Direitos Humanos e Ações Estratégicas (NDDH) e da Saúde realizaram visita em unidades referências para tratamento de hanseníase. As visitas ocorreram na URE Marcelo Candia e no Abrigo Joao Paulo II, em Marituba, Região Metropolitana de Belém. O intuito da visita foi conhecer a estrutura, o fluxo e a forma de atendimento das pessoas com hanseníase.

 As visitas buscam acompanhar de maneira mais próxima de como os abrigados estão sendo atendidos, assim como na URE, onde realizam a verificação do funcionamento da rede de atuação para enfrentamento da doença.  Segundo a defensora pública, Luana Pereira, que atua no Núcleo da Saúde, visitas como essa são muito importantes para buscar a garantia do direito dessa parcela vulnerável da população. “A visita nas unidades é importante para verificação de como estão sendo atendidos os portadores da hanseníase no Estado do Pará, como especialidades médicas, dispensação de medicamentos, acompanhamento­ psicossocial, reabilitação, fornecimento de órteses e próteses, dentre outros”, disse.

 Atualmente, o abrigo Joao Paulo II, em Marituba, conta com 40 abrigados com diferentes graus de comprometimento, sendo a maioria portadora de hanseníase. “A Defensoria Pública está buscando realizar visitas, nesse formato, com maior frequência, através da construção de um cronograma que busca atender grupos vulneráveis que, por diversas razões, não conseguem acessar de forma direta a instituição ”, afirmou Luana Pereira.

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Abrigo de referência em atendimento a hanseníase em Marituba. (Foto: Junior Belém)

 Para a defensora pública Felícia Fiuza, que atua no Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NDDH), a visita busca acompanhar os atendidos e verificar suas situações de atendimento e moradia estão sendo respeitadas. “É uma forma de vermos como está sendo feito o atendimento a estas pessoas que estão diagnosticadas ou com suspeita de hanseníase. Verificarmos se o atendimento está sendo feito de forma humanizada e como se inicia todo o tratamento. Sendo a saúde um direito humano fundamental, estas visitas objetivam averiguar se este direito está sendo respeitado em nosso estado”, finalizou.