Congresso das Mulheres no Agronegócio possui participantes paraenses

Por: paracooperativo.coop.br

 

O empoderamento feminino também chegou ao campo. Foi-se o tempo em que o meio rural era propriedade exclusiva de homens e o 3º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio comprova isso. Durante esta semana, o evento reúne em São Paulo agricultoras, pecuaristas, cooperadas, profissionais da indústria, sucessoras e executivas para discutir sobre o papel feminino no setor. Representam o Pará, com o apoio do Sistema OCB/PA, as componentes do núcleo das mulheres cooperativistas da Cooperativa Agroindustrial de Paragominas (Coopernorte).

 

Neste ano, o Congresso apresentou o tema “2030 – O Futuro agora, na Prática”, trazendo especialistas para abordar temas considerados do futuro, mas que já podem e devem ser praticados, como big data, previsão climática, nanotecnologia e agroenergia. Foi apresentado o que há de mais novo em desenvolvimento pelos jovens empreendedores com as startups, além dos inovadores métodos do design thinking para gestão.

 

“Podemos ver o cenário nacional do setor. Estiveram presentes 1.500 mulheres do Brasil inteiro que vieram de todas as regiões. Todas têm o mesmo perfil, passam pelas mesmas coisas que passamos no Pará. É importante estarmos aqui, pois nos dá o incentivo e a vontade de querer ir mais além, levando nossa experiência para as mulheres produtoras e esposas de cooperados no Pará”, explicou a Gerente de marketing da Coopernorte, Bianca Stefanini.

 

 

 

De acordo com a agência da ONU, as mulheres rurais são responsáveis por 45% da produção de alimentos no Brasil e nos países em desenvolvimento. Na maioria dos casos, elas trabalham, tanto no campo como em casa, cerca de 12 horas semanais a mais que os homens. Ainda assim, somente 20% delas são proprietárias de terras. “Os palestrantes também discorreram sobre os principais desafios que enfrentamos no Brasil inteiro e estamos juntas nisso. Temos orgulho de falar que somos agricultoras. Isso nos motiva ainda mais a correr atrás de nossos sonhos e fomentar nossa economia regional”, reiterou a cooperada da Coopernorte, Olinda Machado.

 

 

 

Núcleo de Mulheres

No final de 2017, a cooperativa paragominense decidiu formar o núcleo das mulheres cooperativistas com o objetivo de encabeçar a área de promoção social.  O Núcleo promoverá um espaço de diálogo sobre o cooperativismo em Paragominas, no próximo mês. Um dos focos também será o empoderamento feminino.  “Nós, mulheres, precisamos quebrar paradigmas para o avanço do agronegócio. A Coopernorte tanto apoia a mulher no campo que está cada vez mais engajada na luta pela valorização do trabalho desempenhado por elas. Sendo assim, realizaremos o 1º congresso do cooperativismo de Paragominas que terá a palestra de um grande case da agricultura no Brasil, Cecília Falavigna”, afirmou a líder no núcleo feminino na Coopernorte, Cirede Carloto.

 

 

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